''Política de preços inibe investimentos''

O diretor da Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, explica que a política de preços da Petrobrás impede grandes oscilações no balanço. Isso garantiu desempenho melhor do que o das concorrentes, mas cria artificialidade.

, O Estadao de S.Paulo

20 de março de 2010 | 00h00

Por que a Petrobrás foi melhor do que suas concorrentes?

O que diferencia a Petrobrás da ExxonMobil ou da Shell é que, quando o preço do petróleo desaba, aqui o preço dos combustíveis não se modifica. Diesel e gasolina estão mais caros do que no mercado internacional.

O mesmo ocorre quando o petróleo sobe?

Quando o barril está muito caro, os consumidores são subsidiados pela Petrobrás. Quando o preço do petróleo desaba, os consumidores é que subsidiam a Petrobrás.

Isso é positivo?

Toda coisa artificial é negativa. Se ela seguisse as tendências de mercado, teria lucro maior com preço de petróleo alto e, com o preço baixo, teria lucro menor. Seria possível ver se a gestão está sendo mais eficiente ou menos eficiente.

E para o País?

Essa política inibe investimentos privados no refino. Investidor de grande porte não pode conviver com isso.

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