REUTERS/Carlos Jasso
REUTERS/Carlos Jasso

Política de salários baixos do México está sob mira do Nafta

Em quarto dia de negociações, empresários do país resistem pressão dos Estados Unidos para mudança de legislação ou aumento nas remunerações

Associated Press

04 Setembro 2017 | 18h29

Cidade do México - A política de baixos salários do México tem sido um ponto-chave do debate da renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), que entra no quarto dia na capital mexicana.

Empresários mexicanos estão resistindo a qualquer pressão dos Estados Unidos para mudança de legislação ou aumento de salários. Nos últimos anos, o México atraiu empresas e investimentos por meio das remunerações baixas e pouca resistência sindical.

Os sindicatos metalúrgicos do México e do Canadá afirmam em um relatório que os trabalhadores de automóveis mexicanos ganham cerca de US$ 3,95 por hora, o que é cerca de um nono dos salários médios normais da fronteira.

O líder canadense dos trabalhadores de automóveis, Jerry Dias, disse no fim de semana que os salários devem ser igualados. Mas o líder do sindicato mexicano, Carlos Aceves del Olmo, afirmou que igualar os salários é apenas "um sonho".

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As negociações seguem até esta terça-feira, 5, quando haverá uma cúpula com representantes dos ministérios do México, dos EUA e do Canadá. A iniciativa de reformulação do Nafta é uma promessa de campanha do presidente americano, Donald Trump.

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