Política do BC no câmbio é "mais do mesmo", dizem analistas

O anúncio de que o Banco Central rolará integralmente as linhas externas e manterá a ração diária de US$ 50 milhões ao mercado soou, num primeiro momento, insuficiente. "É mais do mesmo", disse um executivo. O dólar comercial chegou a cair um pouco, para R$ 3,295, com alta de 3,29%. Mas rapidamente retornou à máxima, fechando em R$ 3,30, com avanço de 3,45%.Segundo analistas do mercado financeiro, o BC está em situação difícil: se aumentasse a oferta de dólares à vista, correria o risco de ver as reservas rapidamente se esvaziarem, e não haveria a segurança de que tal iniciativa fosse bem-sucedida. Ao manter a política de rolagem integral das linhas e a ração de US$ 50 milhões, o mercado pode se ressentir de falta de liquidez e o dólar subir ainda mais. Existe a expectativa de um acordo com o FMI, ainda que não se possa apostar, desta vez, em dinheiro novo. Para os operadores do mercado, a retratação feita pelo governo dos Estados Unidos, tentando consertar as desastradas declarações do secretário do Tesouro, Paul O´Neill, não sensibilizou os investidores nem os convenceu do real empenho dos EUA em oferecer recursos para o Brasil atravessar a atual crise.

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