Política econômica está no rumo certo, diz Trevisan

O consultor Antoninho Marmo Trevisan diz que os brasileiros precisam ter calma e que a queda na bolsa e a subida do dólar não significam o fim do mundo, acrescentando que a política econômica do governo Lula está correta. "Faz parte do jogo e isso é o capitalismo. Mas eu acho que, dessas questões todas, a gente deve é comemorar o aumento das exportações, a taxas recordes que o Brasil está obtendo, para contrapor a esse clima onde nós temos subidas e descidas", disse ele, em entrevista ao programa Conta Corrente, da Globo News. "O Congresso Nacional exercendo a democracia, com uma imprensa livre, eu francamente não entro em pânico, nem acho que o mercado financeiro é exatamente o indicador próprio para se tomar decisões empresariais. Ele vive disso, das altas e das baixas, e da especulação. Nós temos saldo positivo nas transações correntes, nós temos superávit comercial, inclusive no petróleo." Explicou que há 35 anos vem experimentando oscilações no mercado financeiro, mas que não vê nada de grave no momento. "Muito pelo contrário, acho que a economia brasileira está no caminho certo", acentuou.Investimento não é despesaTrevisan criticou a postura do FMI em relação ao superávit primário, usando como argumento sua experiência de contador. "Eu considero um erro enorme o tratamento que o Fundo Monetário tem dado ao Brasil em mais de 20 anos. Eu quero dizer que investimento não é despesa, investimento é ativo em qualquer parte do mundo. E digo mais: eu penso que o fato de o Brasil não ter crescido nesses vinte e tantos anos decorre de um tratamento contábil equivocado. (...) É como imaginar que cada vez que uma empresa comprar um torno mecânico, por exemplo, ela tivesse que contabilizar isso como despesa. Sabe quem vai investir nessa empresa? Ninguém. E isso é que esta acontecendo com o Brasil." Segundo ele, seria um absurdo se o País tivesse de contabilizar o custo futuro, que estava dentro dos contratos da PPP (Parceria Público Privada), como redução do superávit primário do ano em que o contrato foi assinado. ?Eu garanto que não haverá, em hipótese nenhuma, qualquer investimento no Brasil se se mantiver esse modelo contábil imposto pelo Fundo Monetário".

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