Política industrial depende de contas e simulações, diz Coutinho

Presidente do BNDES afirma que não sabe se será possível divulgar a nova política no início de abril

Adriana Fernandes, da Agência Estado,

19 de março de 2008 | 13h44

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou nesta quarta-feira, 19, que o lançamento da nova política industrial do governo federal depende ainda de "fazer contas e simulações". Por isso mesmo, afirmou Coutinho, ainda não se sabe se será possível divulgar a nova política no início de abril.   Veja também:   Ministro anuncia que nova política industrial sai em 15 dias Economia brasileira cresce 5,4% em 2007 'Estamos acelerando crescimento sem inflação', diz Mantega A medida do crescimento do País  Ao chegar ao Ministério da Fazenda para um encontro com o ministro Guido Mantega, ele afirmou que agora, depois de aprovado o Orçamento, o governo tem uma noção clara de qual será o espaço fiscal para fazer a política industrial. Na quinta-feira passada, 13, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, havia anunciado que a nova política industrial seria divulgada no prazo de 10 a 15 dias. "Temos uma lista de medidas de estímulo à formação de capital, à inovação e à competitividade que ajudam a exportar. E esse conjunto de medidas de estímulo levam a mudanças tributárias que precisam ser calculadas pela Receita Federal, avaliadas, mensuradas, para estarem compatíveis com o programa fiscal. Temos ainda um trabalho de fazer as contas", disse.Ele disse que tem outros assuntos a tratar no encontro com o ministro da Fazenda, mas não deu detalhes. No final do dia, Coutinho voltará ao Ministério para uma reunião com os ministros Mantega e Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, para discutir a política industrial.   No anúncio da quinta-feira passada, o ministro do Desenvolvimento afirmou que todos os 25 setores industriais serão beneficiados com a nova política, porém as medidas serão diferentes, conforme o setor. Ele evitou entrar em detalhes, mas confirmou que haverá estímulo à aquisição de bens de capital (máquinas), eliminação do PIS e Cofins sobre determinadas operações, ampliação da capacidade de financiamento às micro, pequenas e médias empresas e diminuição de burocracia.   Entre os setores beneficiados, o ministro citou o automotivo, saúde, tecnologia da informação, eletroeletrônicos, material de defesa e construção civil. Miguel Jorge explicou que um dos componentes na nova política é a tentativa de substituir importações. Para isso, o governo pretende atrair empresas estrangeiras que produzam bens de alto valor agregado, vendidos em grande quantidade ao País.

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