Política industrial prevê aumento do investimento a 21% do PIB

O governo já alinhavou as principaismetas macroeconômicas da nova política industrial que temlançamento marcado para a próxima segunda-feira com a presençado presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O próprio Lula disse nesta quinta-feira que a nova políticaindustrial tenta resolver dois problemas para o país. "Um de incentivar mais empresas a investirem no seucrescimento e outro de ajudar na desoneração para facilitar asexportações do Brasil", disse Lula a jornalistas, após eventono Planalto. As novas medidas compreendem quatro macrometas, segundoinformou o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach, entreelas a que eleva o investimento direto na economia para 21 porcento do Produto Interno Bruto em 2011. No ano passado, osinvestimentos diretos ficaram em 17,6 por cento do PIB. Outra meta é estimular a inovação no setor industrial, comum conjunto de medidas para elevar os investimentos privados empesquisa e desenvolvimento para 0,65 por cento do PIB em 2010.Em 2006, esse investimento foi da ordem de 0,51 por cento doPIB. A terceira delas prevê elevar a participação brasileira nasexportações mundiais para 1,5 por cento do comércio mundial em2010, comparados com os 1,17 por cento obtidos em 2007. O governo prevê ainda aumentar em cerca de 10 por cento onúmero de micro e pequenas empresas exportadoras brasileiras. "Para a obtenção de tais macrometas estão previstas medidasde incentivo, crédito e financiamento do BNDES, além de medidasde desoneração de impostos", disse Baumbach. Em relação à redução de impostos, ele informou que osvalores ainda não estão fechados, mas que podem incluir cortesde 7 a 20 por cento em relação ao que é pago hoje. Deve atingir24 setores.Chamada pelo governo de política de desenvolvimento produtivo,as medidas vêm sendo estudadas pelo Ministério doDesenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, comandado porMiguel Jorge, há mais de um ano. Deveria ter sido divulgada nofinal do ano passado, mas a derrubada da cobrança da CPMF peloSenado adiou o anúncio. Foram convidados para a cerimônia, que será realizada nasede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social(BNDES), no Rio de Janeiro, todos os governadores, empresáriosde diversos setores produtivos, associações empresariais erepresentantes de centrais sindicais. (Por de Carmen Munari)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.