Política industrial será lançada nos próximos dias, diz Lula

'Vamos agora começar uma revolução no setor petroquímico', afirma presidente em inauguração no ES

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

29 de novembro de 2007 | 16h04

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 29, que a nova política industrial já está pronta e será lançada nos próximos dias. Em discurso na inauguração da ampliação da capacidade produtiva da ArcelorMittal Tubarão, no Espírito Santo, Lula citou diversos setores rapidamente. "Vamos agora começar uma revolução no setor petroquímico", afirmou. O presidente citou o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) e mencionou também a Petrobras, Braskem e Suzano, que considerou "uma revolução em São Paulo". Referindo-se ao setor siderúrgico, que de acordo com o presidente da ArcelorMittal no mundo, Lakshmi Mittal, produz no Brasil 33 milhões de toneladas de aço, Lula disse que "poderíamos estar produzindo pelo menos 100 milhões de toneladas". Ele argumentou que o Brasil é grande produtor da matéria-prima do aço, o minério de ferro. "Esse é o desafio que está posto para nós", disse. Lula também afirmou que o setor de construção civil dá sinais de robustez e que a indústria automobilística "está vendendo como nunca vendeu neste País". De acordo com ele, para se comprar um caminhão, está havendo fila de espera de até quatro meses. Ele comentou que a indústria naval está renascendo e que todos esses setores são consumidores do aço. Ele afirmou ainda que a descoberta de grandes reservas de petróleo na camada de pré-sal, abaixo da profundidade explorada comercialmente hoje, não fará o Brasil desistir de apoiar os bicombustíveis. "Vamos mostrar para o mundo que é possível desaquecer o planeta plantando o biocombustível." O presidente afirmou também que até 2010 serão feitas 214 escolas técnicas, 14 novas universidades, além de outras iniciativas educacionais "porque se a gente não se preparar formando engenheiros, a gente não garante a nossa chegada ao pódio de país desenvolvido". Lula afirmou ainda que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) deve melhor ano após ano e que "se Deus quiser, eu acho que vai acontecer, vamos entrar num IDH quase próximo ao dos países desenvolvidos".

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