Política industrial sofrerá ajustes, diz Miguel Jorge

Miguel Jorge reconheceu que o ministério não trabalhava com um "plano B" e que contava com a CPMF

Anne Warth, da Agência Estado,

14 de dezembro de 2007 | 17h38

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse nesta sexta-feira, 14, que a política industrial não depende dos R$ 40 bilhões que foram perdidos com a não-prorrogação da CPMF no Senado, mas admitiu que vai aguardar o anúncio de medidas que compensem as perdas ocasionadas pela rejeição do tributo a ser feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para saber se será necessário modificar alguns pontos da política industrial. "O presidente Lula assegurou que não será por R$ 40 bilhões a menos que não teremos política industrial", disse o ministro.Miguel Jorge reconheceu também que o ministério não trabalhava com um "plano B" e que contava com a aprovação da CPMF. Embora diga que vai esperar as medidas de Mantega, o ministro admitiu que a política industrial sofrerá ajustes. "Não temos plano B, mas haverá ajustes. A prioridade do governo é reduzir ao máximo a tributação sobre os investimentos", declarou.De acordo com o ministro, o projeto final da política industrial será encaminhado para apreciação do Congresso na segunda quinzena de janeiro de 2008. "Deve haver uma redução de desonerações, mas ainda não sabemos quanto. O certo é que a política industrial não sai neste ano", frisou Miguel Jorge.O ministro fez essas declarações na fábrica da Ford, em São Bernardo do Campo (SP), após o lançamento da nova geração do Ka. O evento contou ainda com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador de São Paulo, José Serra (PSDB) e do prefeito de São Bernardo do Campo, William Dib (PSB) - este bastante vaiado pelos trabalhadores que assistiram a solenidade.Também acompanharam o evento os ministros da Previdência, Luiz Marinho, e da Defesa, Nelson Jobim, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Grande ABC, José Lopes Feijó. Da Ford estiveram presentes o presidente da companhia para o Brasil e Mercosul, Marcos de Oliveira, o diretor de assuntos corporativos, Rogelio Golfarb, e o presidente da Ford para América do Sul, México e Canadá, Dominic DiMarco.

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