Política industrial traz renúncia fiscal de R$ 21,4 bilhões

Segundo o ministro da Fazendo, Guido Mantega, desonerações se somam a outras feitas para estimular o País

Adriana Chiarini, da Agência Estado e Reuters,

12 de maio de 2008 | 12h20

O governo anunciou nesta segunda-feira o conjunto de medidas que forma sua nova política industrial com uma renúncia fiscal de R$ 21,4 bilhões. "A desoneração, a renúncia fiscal de 21,4 bilhões (de reais) vem se somar a outras desonerações que o governo vem fazendo para estimular o país", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante a cerimônia de lançamento da Política de Desenvolvimento Produtivo.     Veja também: Política industrial terá quatro metas para os próximos 2 anos Parte da política industrial vai como MP, diz Lula Precisamos investir mais e melhor, diz Miguel Jorge Aumento da exportação não é fácil, mas factível, diz Coutinho Críticas à política industrial são naturais, diz Bernardo Nova política é enorme e fantástica, diz Gabrielli "O objetivo da política industrial é aumentar os investimentos e as exportações para garantir a sustentabilidade de um ciclo de crescimento", acrescentou Mantega. "Precisamos de uma nova onda de exportações do Brasil."   O ministro afirmou, na cerimônia de lançamento da nova política industrial, que ela "é ambiciosa, ousada, mas realista e tem condições de ser implantada". De acordo com ele, o novo programa é ousado como há muito tempo não se via. Mantega saudou o ex-ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso - presente na platéia do auditório do BNDES - como "autor do talvez último grande plano de desenvolvimento, nos idos da década de 70".   O ministro Mantega revelou também que o Ministério da Fazenda procurou ser ousado, "mas não tanto quanto o Ministério do Desenvolvimento e o BNDES". "Afinal, a Fazenda tem que cuidar do conjunto das contas públicas", disse. Mantega listou uma série de medidas e disse que "não haverá nenhum prejuízo no sistema de Previdência", apesar da desoneração de contribuição previdenciária para a área de Tecnologia de Informação (TI).   Ele afirmou ainda que o governo espera "um grande surto, uma grande expansão da indústria naval". As medidas para o setor naval serão apresentadas pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, também presente à cerimônia, adiantou Mantega.

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