Brendan Mcdermid/Reuters
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'Política interna continua sendo risco para rating do Brasil', diz S&P

Em um relatório, a agência exibe um gráfico, no qual relata que os fatores positivos para o rating brasileiro estão abaixo dos 10%, enquanto os fatores negativos estão na faixa entre 70% e 80%

Victor Rezende, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2017 | 13h45

A agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) afirmou nesta sexta-feira,14, que, apesar dos rebaixamentos recentes no rating soberano do Brasil e de empresas brasileiras, a pressão para novos rebaixamentos permanece. Segundo a S&P, a política interna brasileira continua sendo um dos principais riscos para o rating do país.

Em um relatório publicado nesta sexta-feira, a agência exibe um gráfico, no qual relata que os fatores positivos para o rating brasileiro estão abaixo dos 10%, enquanto os fatores negativos estão na faixa entre 70% e 80%.

No relatório, intitulado "condições de empréstimo na América Latina melhoraram, mas riscos permanecem", a S&P faz um panorama das condições de crédito nos países latinos e diz que, à primeira vista, as condições de financiamento na região permanecem um pouco mais favoráveis em 2017 do que eram no ano passado, o que deu algum impulso à emissão na região. No entanto, a agência poderá ao dizer que espera que as condições de crédito continuem a se deteriorar, além de afirmar que os riscos na região permanecem no radar.

"Olhando para este ano, esperamos uma contínua pressão de rebaixamento na América Latina, com um elevado viés negativo de 46%, em comparação com a média de 17% nos últimos dez anos", diz a S&P, em relatório divulgado nesta sexta-feira. Para a agência, a volatilidade do mercado de crédito e o risco de refinanciamento permanecem elevados na América Latina - o que gera uma expectativa de US$ 202 bilhões de dívida corporativa financeira e não financeira da América Latina para até 2021.

Para a agência, os riscos podem deteriorar as condições de crédito, com o aumento da instabilidade político, um possível retrocesso com a queda dos preços do petróleo ou com um aumento significativo do protecionismo em parcerias comerciais entre as economias latino-americanas. "No entanto, acreditamos que os riscos são mantidos à distância atualmente. Do lado positivo, uma ausência considerável desses fatores melhoraria, de fato, as condições de financiamento, bem como a confiança dos investidores, embora acreditemos que isso possa estar um pouco distante."

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