Política monetária deve se manter vigilante, diz Copom

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada pelo Banco Central nesta quinta-feira, 25, reconhece que outras ações de política macroeconômica podem influenciar a trajetória dos preços, mas reafirma sua visão de que cabe "especificamente à política monetária" se manter especialmente vigilante, para garantir que pressões detectadas em horizontes mais curtos não se propaguem para horizontes mais longos.

CÉLIA FROUFE E EDUARDO CUCOLO, Agencia Estado

25 de abril de 2013 | 10h29

O Copom também avaliou que a política monetária deve contribuir para a consolidação de um ambiente macroeconômico favorável em horizontes mais longos. O Comitê considerou, também, que riscos baixos para a inflação no curto prazo tendem a reduzir incertezas em relação ao comportamento futuro da inflação plena, facilitam a avaliação de cenários por parte da autoridade monetária e auxiliam no processo de coordenação de expectativas dos agentes econômicos, em particular, dos formadores de preços.

Preços

Sobre a alta dos preços o BC sintetizou da seguinte forma: a inflação de serviços segue em níveis elevados, e observam-se pressões no segmento de alimentos e bebidas.

O documento cita que o IPCA foi de 0,47% em março, 0,26 ponto porcentual acima da registrada em março do ano passado, levando a inflação acumulada em 12 meses a 6,59%. A marca é superior ao teto da meta de 2013 estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A ata traz também que o IGP-DI aumentou 0,31% em março e 0,20% em fevereiro, e acumula variação de 7,97% em 12 meses até março. O principal componente do IGP-DI, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), variou 8,78%. De acordo com o Copom, em grande parte, essa alta foi reflexo de pressões no segmento agropecuário por causa de choques desfavoráveis de oferta.

Crédito

Para os Indicadores de Condições de Crédito, a ata do Copom informa que os indicadores evidenciam, para o segundo trimestre de 2013, expectativa de moderado aumento no ritmo de concessões de novas operações de crédito para todos os segmentos. O indicador é construído pela instituição com base em consulta trimestral realizada com instituições representativas de cada segmento do mercado de crédito.

Para pessoas jurídicas, a perspectiva de aumento nas concessões se deve, em parte, às expectativas de melhora nas condições da economia doméstica e de recuo no nível de inadimplência de micro, pequenas e médias empresas. Em relação ao crédito às pessoas físicas a expectativa é de aumento nas concessões, impulsionado pelo recuo na inadimplência e no comprometimento de renda das famílias com serviço de dívidas bancárias, no caso do crédito ao consumo; e pela concorrência, no segmento habitacional.

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