Políticas monetárias seriam mais eficientes, diz pesquisador

Para professor Summer, sem a circulação de cédulas e moedas na economia, governos teriam mais controle

Jamil Chade | CORRESPONDENTE - GENEBRA, O Estado de S. Paulo

02 de outubro de 2016 | 05h00

Uma análise da consultoria Stratfor indica que o fim do dinheiro não tem apenas um aspecto de combate ao crime. Sem notas circulando em uma economia, os especialistas apontam que os bancos centrais teriam uma nova caixa de ferramentas para lidar com seus problemas monetários. Numa sociedade sem dinheiro físico, retirar ou depositar recursos em bancos seria algo do passado e lutar contra a inflação poderia ter uma nova dimensão. O controle de capitais também teria um novo sentido, avalia a Stratfor.

Na avaliação de Scott Sumner, professor da Universidade Bentley, nos EUA, “a remoção do dinheiro aumentaria a capacidade dos governos em coletar impostos e tornaria mais eficiente a adoção de políticas monetárias em momentos de recessão”. Mas ele aponta que o dinheiro físico ainda tem outro apelo sobre as populações: a privacidade. “Ao ser anônimo, o dinheiro é algo que agrada a muita gente”, disse Sumner, que foi escolhido pela Foreign Policy como um dos 100 maiores pensadores globais em 2012. 

Nesses países, associações de idosos têm questionado o avanço na forma de pagamentos, alertando que pessoas com mais de 65 anos precisam ser assistidas. Há também quem defenda que o risco da fraude apenas se transfere do âmbito físico para o digital.

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