Pólo petroquímico de Mauá tem sinal verde para expansão

Uma alteração na Lei 1.817 permitirá que os planos de expansão traçados para o pólo petroquímico de Mauá (na Grande SP) saiam do papel. A lei estadual, promulgada em 1978, impedia que a indústria petroquímica e algumas de celulose e papel expandissem suas fábricas na Região Metropolitana, por razões ambientais. A alteração da lei foi publicada hoje no Diário Oficial do Estado de São Paulo e, segundo o governo, a partir de agora até 2006 o pólo de Mauá poderá receber investimentos de US$ 2 bilhões.O assessor especial da Secretaria de Ciência e Tecnologia, Armando Laganá, explica que a lei foi alterada por vários motivos. Um deles é que nos últimos 24 anos a tecnologia evoluiu muito no setor ambiental e as empresas vêm emitindo menos poluentes. "A alteração da lei vai permitir a criação de 15 mil empregos diretos e indiretos nos próximos seis anos, e tem o mérito de garantir que os padrões ambientais serão resguardados", explicou.A expansão do Pólo de Capuava vem sendo discutida com freqüência por lideranças do ABC Paulista. "O setor responde por 60% da arrecadação de ICMS na cidade de Mauá e 36% em Santo André", disse Laganá. Ele lembrou que a articulação para ampliar o Pólo começou na Câmara Intermunicipal do ABC, órgão responsável por discutir ações estratégicas de desenvolvimento regional.Com a nova Lei, as empresas chamadas de "incompatíveis", que antes não podiam ter seus pólos ampliados, agora podem ocupar áreas denominadas ZUPI 1 - redutos industriais, que não admitem a presença de residências. Laganá afirmou que, em junho deste ano, o governo do Estado já havia sancionado uma lei garantindo a expansão destes pólos, mas não era a ideal, porque não previa os lugares em que poderiam ser instalados. "O assunto foi objeto de novas discussões, com a Secretaria do Meio Ambiente, e chegou-se a este substitutivo de consenso, que foi publicado hoje".

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