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Polônia sofre pressão para não comprar aviões da Embraer

O Canadá ameaça retirar investimentos da Polônia se a empresa aérea do país, a Lot, continuar com a estratégia de comprar aeronaves do Brasil. O conselho executivo da Lot, porém, já havia tomado a decisão interna de comprar os aviões da Embraer. Mas a pressão dos canadenses, que lutam para garantir as vendas da Bombardier, fez com que a empresa polonesa voltasse a debater a compra.A exportação envolveria uma transferência de US$ 500 milhões na aquisição de 21 jatos ERJ 170/190 da Embraer, produto considerado pelos próprios poloneses como mais adequado às suas necessidades. A empresa polonesa promete tomar a decisão até o próximo dia 27. Os canadenses não pouparam esforços e pediram a intervenção até mesmo do governo polonês no caso.Há cerca de dez dias, o Brasil mandou carta pedindo explicações aos canadenses sobre o que está sendo considerado pelo governo como uma manobra pouco ética por parte dos representantes de Ottawa. Até agora, os canadenses não se pronunciaram e apenas indicaram que estão avaliando o pedido de explicação do Brasil.A pressão de Ottawa estaria ocorrendo por meio da empresa AD Tranz, com sede na Alemanha e de capital canadenses. A empresa é a principal investidora estrangeira no setor de transporte na Polônia e gera um número importante de empregos no país.A nova disputa ocorre a poucos dias do anúncio da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre o valor que o Brasil estaria autorizado a retaliar os canadenses por causa de vendas irregulares da Bombardier. No início do ano, os árbitros da entidade entenderam que a venda de jatos da empresa canadense contava com a ajuda ilegal dos subsídios de Ottawa, o que prejudicou a Embraer. Diante da condenação das vendas, o Brasil pediu autorização para retaliar o Canadá em US$ 3,36 bilhões. Já os representantes de Ottawa acreditam que o valor da compensação seja apenas 10% do que o Brasil queira.

Agencia Estado,

20 de novembro de 2002 | 15h46

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