Ponte aérea Rio-SP deve ser alvo de cias aéreas

A ponte aérea Rio-São Paulo poderá ser o novo foco de disputa do mercado aéreo nacional. Por enquanto, nenhuma das companhias confirma a hipótese, mas basta analisar o crescimento no número de freqüências com tarifas mais baixas para concluir que o perfil dos vôos ofertados na rota mais cobiçada do País mudou. Com a volta da Transbrasil ao mercado, sobem para 32 as freqüências de vôos que partem de Congonhas para o Aeroporto Santos Dumont, com preços mais baixos do que os praticados pelas líderes de mercado, Varig e TAM. Se aos trechos da Vasp - 14 freqüências - e da Transbrasil - 18 - forem somados os cinco vôos diários da Gol, que pousam no Galeão, conclui-se que 35% dos vôos que saem de Congonhas para o Rio de Janeiro terão preços mais baixos. Antes disso, viagens com tarifas inferiores aos R$ 208,00 cobrados pelo Grupo Varig e TAM, em cada trecho, resumiam-se aos 14 vôos oferecidos da Vasp. E este número pode crescer, já que a própria Vasp está estudando um possível aumento para as suas freqüência. "A oferta por trecho está crescendo muito, mas o nosso público é diferente. É muito exigente e está atento à qualidade dos serviços", diz o gerente da ponte Varig/Rio Sul, Felício Vitale. Segundo ele, 90% dos passageiros que voam no trecho em seus aviões são executivos. O que está acontecendo, na opinião do executivo, é a chegada de um público novo aos dois aeroportos centrais mais importantes do País. Para o gerente-geral de Vendas da Transbrasil, Pedro Mattos, a operação no trecho tem uma importância estratégica. A linha concentra 20% das vendas de passagens a empresas e executivos, de acordo com o Fórum das Agências de Viagem Especializadas em Contas Comerciais (Favecc). "A lucratividade não é alta, mas a operação na ponte aérea é uma vitrine ", diz Mattos.

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