Ponte da Amizade é fechada em protesto a operação da RF

Comerciantes, taxistas e ambulantes paraguaios fecharam, nesta terça-feira, a Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai. Nenhum carro conseguiu entrar ou sair do país vizinho e, por vezes, até mesmo o trânsito de pedestres foi interrompido. Até o fim da tarde, a ponte continuava fechada e um grande congestionamento de carros tomava conta do local. A ponte já tinha sido fechada na segunda, reunindo inclusive autoridades de várias cidades paraguaias na região fronteiriça. A estimativa dos comerciantes é que o volume de vendas tenha diminuído 80%. A Receita Federal calcula a mesma porcentagem, traduzida em US$ 5 milhões diários, para a diminuição do crime de contrabando na fronteira desde o dia 8, quando foi iniciada a Operação Cataratas. "A redução aconteceu sem que fosse preciso fazer grandes apreensões de mercadorias", disse o delegado da Receita em Foz do Iguaçu, José Carlos de Araújo. O impacto da operação fez com que os sacoleiros restringissem as idas ao Paraguai e as compras.Em razão das festas de fim de ano, este é um dos períodos mais procurados pelos sacoleiros brasileiros, que atravessam a ponte para fazer compras em Ciudad del Este. Por isso, a Receita planeja continuar com a fiscalização reforçada durante todo o período, podendo se estender também para o próximo ano. Araújo disse ter sido procurado por autoridades paraguaias, que querem uma flexibilização no cumprimento da legislação que permite compras livres de até US$ 150, mas explicou-lhes que se trata apenas de evitar o contrabando de mercadorias e, por extensão, também evitar outros crimes, como contrabando de drogas e armas.

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