Ponto Frio será uma central de compras, diz Abilio Diniz

O empresário Abilio Diniz tem um plano claro para o Ponto Frio, a segunda maior rede de eletrodomésticos do País. A empresa recém-comprada vai se transformar numa central de compras não só para o próprio Ponto Frio, mas também para os hipermercados Extra e para a rede de eletrodomésticos do grupo, a Extra Eletro, como parte do plano de busca de sinergias.

AE, Agencia Estado

14 de junho de 2009 | 10h40

Em entrevista publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo neste domingo, Diniz disse que o Ponto Frio será uma subsidiária integral do Pão de Açúcar. Mesmo que consiga comprar todas as ações dos acionistas minoritários, Abilio quer manter o Ponto Frio na Bolsa de Valores de São Paulo, para que sua gestão, separada, seja fiscalizada pelo mercado financeiro. "Estamos fazendo uma oferta de ações, mas mesmo que todos os acionistas vendam, nós vamos mantê-la no mercado."

Uma razão importante para a compra do Ponto Frio, segundo o executivo, era uma questão de escala. "Na parte de eletroeletrônicos nós não tínhamos escala. Com mais ou menos R$ 2,5 bilhões em vendas por ano dentro do grupo, éramos menores que o Magazine Luiza, menores que o Ponto Frio e muito menores que as Casas Bahia. Agora, com a aquisição, passamos direto para mais de R$ 7 bilhões (em vendas somadas do Ponto Frio e Extra Eletro). Nós já adquirimos a escala necessária." Em termos de gestão, Abílio Diniz acredita que o "domínio" do Grupo Pão de Açúcar em tecnologia da informação e logística "farão a diferença".

O presidente do Conselho do Pão de Açúcar afirmou que, embora a rede Casas Bahia esteja se expandindo para o Nordeste, o Grupo quer concentrar o Ponto Frio nas praças onde já atua. "O Ponto Frio está nos trazendo mais quatro Estados novos (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso e Espírito Santo). Não vamos, a princípio, abrir em mais nenhum Estado, e sim fortalecer aqueles aonde já estamos."

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