Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

População desempregada atinge recorde de 12,9 milhões de pessoas

Taxa de desocupação ficou em 12,6% no trimestre encerrado em janeiro

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2017 | 09h13

RIO - O número de desempregados chegou a 12,921 milhões de pessoas no trimestre encerrado em janeiro de 2017, com aumento de 3,302 milhões de pessoas em um ano, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira, 24, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 12,6% no trimestre encerrado em janeiro de 2017.  Ao mesmo tempo, o total de ocupados caiu 1,9% no período de um ano, o equivalente ao fechamento de 1,748 milhão de postos de trabalho.

A taxa de desemprego só não foi mais elevada porque 726 mil brasileiros migraram para a inatividade no período de um ano. O aumento na população que está fora da força de trabalho foi de 1,1% no trimestre encerrado em janeiro ante o mesmo período de 2016.

Em igual período de 2016, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 9,5%. No quarto trimestre de 2016, o resultado ficou em 12,0%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.056 no trimestre até janeiro. O resultado representa alta de 0,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 180,2 bilhões no trimestre até janeiro e ficou estável ante igual período do ano anterior.

Redução no mercado formal. O mercado de trabalho no País perdeu 1,302 milhão de vagas com carteira assinada no período de um ano. O total de postos de trabalho formais no setor privado encolheu 3,7% no trimestre encerrado em janeiro de 2017, ante o mesmo período do ano anterior.

Já o emprego sem carteira no setor privado teve aumento de 6,4%, com 626 mil empregados a mais. O total de empregadores aumentou também 8,6% ante o trimestre encerrado em janeiro de 2016, com 333 mil pessoas a mais.

O trabalho por conta própria encolheu 3,9% no período, com 902 mil pessoas a menos nessa condição.

Houve redução ainda de 177 mil indivíduos na condição do trabalhador doméstico, 2,8% de ocupados a menos nessa função. A condição de trabalhador familiar auxiliar também encolheu, -5,5%, com 127 mil ocupados a menos.

Desemprego por setores. Em meio à crise na produção, a indústria manteve as dispensas de empregados no País. A atividade cortou 897 mil trabalhadores no período de um ano. O total de ocupados no setor recuou 7,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2017 ante o mesmo período do ano anterior.

Já a construção extinguiu 755 mil postos de trabalho em janeiro ante um ano antes, queda de 9,6% na ocupação no setor.

O comércio dispensou 25 mil empregados no trimestre encerrado em janeiro ante o mesmo período do ano anterior, ligeira queda de 0,1% na ocupação no setor.

Outras atividades com corte de vagas foram agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-434 mil empregados, recuo de 4,6% no total de ocupados), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-268 mil vagas, queda de 1,7%) e serviços domésticos (-223 mil empregados, redução de 3,5% no total de ocupados).

O setor de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas - que inclui alguns serviços prestados à indústria - registrou um avanço 211 mil vagas em um ano, 2,2% de ocupados a mais.

Também houve aumento em dezembro no contingente de trabalhadores de alojamento e alimentação (+393 mil empregados), outros serviços (+149 mil pessoas) e transporte, armazenagem e correio (+112 mil ocupados).

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