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População pobre no País cai para 24,1% entre 2002 e 2008

Estudo divulgado pelo Ipea mostra que três milhões de brasileiros saíram da pobreza nos últimos seis anos

Adriana Fernandes, da Agência Estado,

05 de agosto de 2008 | 15h15

Três milhões de brasileiros saíram da pobreza nos últimos seis anos, mostra uma pesquisa divulgada nesta terça-feira, 5, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com os dados, a taxa de pobreza nas seis principais regiões metropolitanas do País (Recife, Salvador, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro) caiu de 32,9% para 24,1% entre os anos de 2002 e 2008.  As pessoas consideradas pobres em 2002 eram 14,352 milhões e agora caíram para 11,356 milhões. Por outro lado, o número de novos ricos aumentou 28,1 mil entre 2002 e 2008. Em 2002 as pessoas consideradas ricas nas seis regiões correspondiam a 448,4 mil. Agora, em 2008, somam 476,596.  Apesar disso, a participação de ricos no total da população nessas seis regiões metropolitanas, permanece estável, em 1%. Para a pesquisa, o Ipea define como pessoas pobres aquelas que têm renda per capita igual ou inferior a meio salário mínimo (R$ 207,50). As pessoas ricas são aquelas pertencentes a famílias cuja renda seja igual ou maior do que 40 salários mínimos (R$ 16,6 mil). "O Brasil está deixando de ser um país de pobreza absoluta para ser um país de pobreza relativa, diminuindo a distância entre o topo e a base da pirâmide", afirmou o presidente do Ipea, Marcio Pochmann. Segundo ele, a diminuição da taxa de pobreza nessas seis regiões metropolitanas, que correspondem a 1/4 da população brasileira e 2/5 do Produto Interno Brito (PIB) reflete o resultado do crescimento econômico, com maior número de empregos e renda.  Na avaliação de Pochmann, os programas de transferência de renda também contribuíram para esse resultado, assim como o aumento do salário mínimo. Ele ressaltou, no entanto, que a pesquisa capta basicamente a renda oriunda dos rendimentos do trabalho e a aposentadoria. Segundo o presidente do Ipea, a pesquisa mostra que os ganhos de produtividade não estão sendo repassados ao salário. "É preciso estar atento para o fato de que o mundo do trabalho ainda não é capaz de repassar ao trabalhador parte significativa dos ganhos obtidos nos últimos ganhos", disse Pochmann. Isto porque, segundo ele, os ricos estariam "capturando" o crescimento da produtividade. A região metropolitana de Belo Horizonte foi a que apresentou a maior queda no número de pessoas pobres. A taxa de pobreza caiu de 38,3% da população, em 2002, para 23,1% da população em 2008. Por outro lado Recife e Salvador apresentaram as maiores taxas de pobreza: Recife com 43,1% e Salvador com 37,4%. A pesquisa também mostrou um avanço maior na redução do número de indigentes nessas seis regiões metropolitanas. Em 2002 5,562 milhões pessoas eram consideradas indigentes e em 2008 caiu para 3,123 milhões. A indigência, na pesquisa, é quem vive com até um quarto do salário mínimo.

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