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Por ano, 150 mil portugueses deixam o país

O nível é comparável ao observado na década de 60, quando mais de 120 mil portugueses deixavam o país por ano

Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2013 | 02h16

LONDRES - A maioria dos especialistas em imigração estima que desde o agravamento da crise financeira cerca de 100 mil portugueses têm deixado o país anualmente em busca de trabalho. Há, porém, cálculos mais agressivos. A Obra Católica para Migrações, departamento da Igreja Católica que acompanha o tema, estima 150 mil saídas de portugueses em 2012 e 100 mil em 2011. O nível é comparável ao observado na década de 60, quando mais de 120 mil portugueses deixavam o país por ano.

Com esse volume migratório, a importância das remessas volta a crescer no balanço de pagamentos. Em 12 meses encerrados em setembro, transferências para manutenção da família foram responsáveis pela entrada de € 2,911 bilhões, segundo dados do Banco de Portugal. O volume cresceu 9,5% em um ano e 21,2% em dois anos.

Se fosse um produto, as remessas já seriam o segundo item mais importante da pauta de exportação. Os quase € 3 bilhões são comparáveis à exportação de óleos de petróleo ou minerais, principal item da pauta de exportações, que somou € 3,42 bilhões em 2012.

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