Kazuhiro Nogi/AFP
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Avanço da covid-19 faz Ásia fechar em queda, mas NY e Europa sobem com possível tratamento

OMS alertou que o coronavírus não está sob controle na maior parte do mundo, mas resultados positivos de antiviral no combate a doença aumentaram as esperanças

Sergio Caldas e Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2020 | 07h00
Atualizado 11 de julho de 2020 | 21h04

O dia foi positivo para algumas das principais economias do mundo nesta sexta-feira, 10, que fecharam em alta generalizada após laboratórios indicarem que um possível tratamento contra o coronavírus pode ser descoberto ainda este ano. Foi apenas na Ásia que um tom mais pessimista, motivo pelo avanço da covid-19 nos Estados Unidospode ser sentido, com os índices fechando no negativo.

Na quinta-feira, 9, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, alertou que o coronavírus não está sob controle na maior parte do mundo. “Está piorando. A pandemia ainda está acelerando”, disse, acrescentando que o número total de casos dobrou nas últimas seis semanas”.

Globalmente, já são mais de 12 milhões de pessoas infectadas e mais de 550 mil óbitos. A situação é particularmente preocupante nos EUA, que na quinta relatou 64.771 novos casos de covid-19 num período de 24 horas, um novo recorde. Contudo, uma notícia positiva ganhou destaque no mercado internacional: a farmacêutica Gilead Sciences informou que o antiviral remdesivir reduziu em 62% a mortalidade de pacientes com a covid-19aumentando as esperanças de que um tratamento chegue ainda este ano.

Bolsas da Ásia e do Pacífico

Na Ásia, o dia foi de queda generalizada, inclusive na China, onde os índices vinham de uma sequência de ganhos. Xangai Composto Shenzhen Composto, ambos chineses, fecharam com quedas de 1,95% e 0,31% cada, enquanto o japonês Nikkei recuou 1,06%. Já o Hang Seng cedeu 1,84% em Hong Kongo sul-coreano Kospi caiu 0,81% e o Taiex teve baixa de 0,98% em TaiwanNa Oceaniaa Bolsa de Sydney também ficou no vermelho, com queda de 0,61%.

Bolsas da Europa 

Já na Europa, o dia foi de ganhos, de olho para o avanço do tratamento contra a covid e a proposta do Conselho da União Europeia, de criar um fundo de R$ 5 bilhões como proteção a eventuais problemas causados pelo Brexit. Em resposta, o Stoxx 600 fechou com alta de 0,88%. As Bolsas de Londres e Frankfurt avançaram 0,76% e 1,15% cada, enquanto o índice de Paris  subiu 1,01%. MilãoMadri Lisboa tiveram altas de 1,34%, 1,16% e 0,77%, respectivamente.

Estados Unidos 

Em Nova York, além da Gilead Sciences, a notícia de que a vacina contra o vírus da BioNTech esteja pronta para aprovação em dezembro, melhorou o ânimo do mercado acionário americano, que registrava quedas. Dow Jones fechou com alta de 1,44% e S&P 500 ganhou 1,05%. Já o Nasdaq subiu apenas 0,66%, mas fechou aos 10.617,44 pontos, novo recorde para um fechamento.

Petróleo

A esperança de um tratamento contra o coronavírus seja encontrado ainda este ano, permitiu ao mercado de petróleo fechar em alta, apesar da preocupação com o aumento de casos da doença no mundo, com alguns países já enfrentando uma segunda onda de contaminações. Também passou batido, o relatório da Agência Internacional de Petróleo (AIE), que estima queda da demanda global pela commodity neste ano em 200 mil barris por dia (bpd). Já para 2021, a entidade cortou sua previsão de alta da demanda mundial, de 5,7 milhões para 5,3 milhões de bpd.

Já o WTI para agosto, referência no mercado americano, fechou em alta de 2,35%, a US$ 40,55 o barril. Na comparação semanal houve alta de 0,57%. Já o Brent para setembro, referência no mercado europeu, subiu 2,10%, a US$ 43,24 o barril, com alta de 1,03% na semana./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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