Koji Sasahara/AP Photo
Koji Sasahara/AP Photo

Mercados internacionais fecham sem sentido único com avanço da covid no mundo

Mundo voltou a registrar recordes de mortes da doença, com os Estados Unidos encabeçando a lista; além disso, chance de impeachment de Trump também precoupa

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2021 | 07h30
Atualizado 13 de janeiro de 2021 | 19h19

Os principais índices do exterior voltaram a fechar novamente sem sentido único nesta quarta-feira, 13, em meio à cautela dos investidores com o avanço do coronavírus em todo mundo, que tem levado à retomada de restrições. Além disso, o cenário político dos Estados Unidos volta a ficar no radar, com os democratas tentando dar andamento ao impeachment de Donald Trump no Congresso.

A Universidade Johns Hopkins informou nesta quarta que o mundo voltou a bater recorde de mortes por covid nas últimas 24h, com um total de 17.186 óbitos - o número é puxado pelos Estados Unidos, que registrou um total de 4.327 vítimas fatais. No Reino Unido, que também bateu recorde, foram 1.500 mortes. 

Hoje, o premier britânico Boris Johnson afirmou que é muito cedo para considerar a possibilidade de relaxar o lockdown em fevereiro, apesar do andamento da imunização no Reino Unido. Na China, várias regiões também voltaram a se fechar para tentar conter a alta de casos da doença.

Sobre o tema, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse que a nova rodada de lockdown no continente europeu deve durar, pelo menos, até o final do primeiro trimestre. A dirigente ainda disse estar preocupada com "uma eventual ineficiência do programa de vacinação."

Além do vírus, também preocupou o cenário político americano. Nos EUA, a Câmara dos Representantes votou, já depois do fechamento do mercado americano, pelo impeachment de Trump. O processo segue agora para o Senado americano.

Bolsas de Nova York

Os mercados acionários de Nova York fecharam na maioria em alta, mas o Dow Jones perdeu fôlego na reta final do pregão e caiu nos minutos finais, quando os deputados analisavam o impeachment de Trump. Dow Jones fechou em baixa de 0,03%, o S&P 500 subiu 0,23% e o Nasdaq avançou 0,43%. 

Entre as ações, Intel subiu 6,97%, Apple teve alta de 1,62%, Microsoft ganhou 0,66% e Alphabet, 0,57%. A ação do Airbnb fechou em alta de 5,72%, mesmo após cancelar reservas para a posse de Joe Biden em Washington, em meio ao temor de mais protestos. 

Bolsas da Europa

No velho continente, a alta de 2,5% da produção industrial da zona do euro, que surpreendeu os analistas, ajudou a apoiar a alta de alguns dos índices. O pan-europeu Stoxx 600, que lista as principais companhias da região, avançou 0,11%, mesmo ganho registrado hoje na Bolsa de Frankfurt. Milão e Madri subiram 0,43% e 0,18%.

Em Paris, chamou a atenção o ganho de 13,42% do Carrefour, após a rede varejista informar uma possível fusão com a canadense Couche-Tard, o que ajudou a Bolsa a subir 0,21%. Na contramão, Londres e Lisboa caíram 0,13% e 0,69% cada.

Bolsas da Ásia

Na Ásia, os ganhos em Nova York no dia anterior apoiaram a alta de alguns dos índices, com destaque para a alta de 1,04% da Bolsa de Tóquio, que fechou no maior nível em mais de 30 anos. Seul subiu 0,71% e Hong Kong teve alta de 0,02%. A Bolsa de Taiwan ganhou 1,74%.

Na China, as Bolsas de Xangai e Shenzhen caíram 0,27% e 1,08% cada. Na Oceania, a Bolsa australiana ganhou 0,11%.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa, após operarem grande parte do dia em alta, em resposta ao corte de produção pela Arábia Saudita e ao relatório de estoques nos EUA, que mostrou estabilidade nos barris. O Brent chegou a ultrapassar a marca de US$ 57 pela primeira vez em dez meses, segundo o Commerzbank, que lembra uma alta no barril próxima a 12% na última semana.

O WTI para fevereiro fechou em baixa de 0,56%, em US$ 52,91 o barril, enquanto o Brent para março recuou 0,92%, a US$ 56,06 o barril./ MAIARA SANTIAGO, MATHEUS ANDRADE E EDUARDO GAYER

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.