Por causa da greve, INSS já remarca atendimentos

Número de agências afetadas pela paralisação cresceu ontem na Capital e Grande São Paulo; 20 Estados aderiram ao movimento

Luciele Velluto, JORNAL DA TARDE, O Estadao de S.Paulo

19 de junho de 2009 | 00h00

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começou a remarcar para daqui a dez dias os atendimentos não realizados por causa da greve dos servidores da Previdência. Porém, não há garantias de que essas pessoas sejam atendidas na data reagendada, pois a paralisação é por tempo indeterminado e o órgão não sabe se as operações serão normalizadas até lá.De acordo com a Previdência, caso o atendimento não seja realizado na data marcada, a remarcação precisa ser feita na própria agência. O número de telefone 135 apenas agenda o primeiro atendimento, mas não reagenda em caso de greve.Ontem, o número de agências do INSS afetadas pela greve cresceu na Capital e Grande São Paulo. De acordo com dados da Previdência Social, das 48 unidades, 14 estão paralisadas parcialmente - acima dos 11 postos de quarta-feira. No Estado, a situação ainda é a mesma do dia anterior, com 12 dos 132 endereços do órgão afetados pelo movimento grevista. Os números divergem do balanço apresentado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sinsprev). Para a organização sindical, são 31 agências com trabalhadores em greve na cidade de São Paulo e Região Metropolitana e 30 no interior. No País, há adesões à paralisação em 20 Estados. Uma das agências que ficou fechada na parte da manhã de ontem foi a da Vila Prudente, de acordo com a Previdência, mas reabriu ainda no período diurno. Porém, o órgão não informou quanto tempo a unidade ficou sem atendimento.A greve, que começou na terça-feira, é um protesto contra a ampliação da jornada de trabalho dos servidores do INSS, de 30 para 40 horas semanais, sem aumento dos salários.Hoje a categoria realiza às 11h assembleia para avaliar a paralisação e definir os rumos do movimento para a próxima semana. Também está marcada uma manifestação às 13h nas ruas do centro da Capital.APOSENTADOSPara o presidente do Sindicato dos Aposentados da Força Sindical, João Batista Inocentini, a greve prejudica o atendimento e os interesses dos aposentados e pensionistas do INSS. "Tenho recebido muita reclamação. Tinha caso de pessoas que marcaram o atendimento em dezembro para este mês e, agora, foram prejudicados pela paralisação. Não sou contra greve, é um direito do trabalhador. Mas o motivo dos servidores da Previdência só vai fazer com que a sociedade se volte contra eles."

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