Por credibilidade, mercado será ouvido sobre dados fiscais

A gestão das contas públicas está tão desacreditada pela contabilidade criativa do primeiro governo de Dilma Rousseff que o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, pensa em buscar apoio no mercado financeiro para fazer projeções. A exemplo do que faz o Banco Central, que afina suas projeções econômicas com a percepção de bancos e corretoras por meio de uma pesquisa semanal chamada Focus, a ideia é fazer um "Focus fiscal".

O Estado de S.Paulo

28 Dezembro 2014 | 02h02

O objetivo é aumentar a transparência sobre o andamento das contas públicas. Hoje, uma queixa frequente dos analistas de mercado é que eles são surpreendidos diariamente com novas manobras contábeis que dificultam o acompanhamento da real situação fiscal. A ponto de bancos e consultorias começarem a fazer cálculos independentes sobre o resultado das contas públicas.

Mas, diferentemente do Focus do Banco Central, o "Focus fiscal" não seria uma pesquisa coordenada pelo governo. A ideia é deixá-la com o próprio mercado.

O alinhamento com projeções do mercado não é uma exclusividade brasileira. O futuro ministro também analisou os modelos utilizados na Alemanha e no Reino Unido. Nesses países, os governos ajustam suas estimativas fiscais a partir da análise de um grupo de especialistas de mercado. /L.A.O.

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