DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Por enquanto só há burburinho sobre CPMF, mas precisamos de medidas de contenção, diz Temer

Vice-presidente afirma que aumento de tributo é sempre a 'primeira ideia' para conter gastos, mas que tema ainda não está sendo examinado pelo governo

Álvaro Campos , O Estado de S. Paulo

27 de agosto de 2015 | 11h31

Brasília - O vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta quinta-feira, 27, que por enquanto só existe "burburinho" sobre um possível retorno da CPMF, mas que o governo precisa de medidas de contenção. "A primeira ideia é sempre de que não se deve aumentar tributo. Mas, por outro lado, há muitas vezes a necessidade de apoiar medidas de contenção. Não estou dizendo que nós vamos fazer isso. Por enquanto é só burburinho e não está sendo examinado pelo governo", comentou após um encontro com o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, em seu escritório pessoal em São Paulo.

A discussão sobre a volta da CPMF no governo foi informada ontem ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, por uma fonte da equipe econômica do Planalto. Segundo ela, o envio de uma proposta de emenda constitucional da CPMF ao Congresso Nacional está sendo analisada pela presidente Dilma Rousseff e qu o governo já tem uma minuta pronta da PEC. Ela faz parte do conjunto de medidas de aumento de tributos em discussão na elaboração da proposta do Orçamento da União do ano que vem.

Questionado sobre uma possível fusão de ministérios que tratam da área agropecuária, que segundo especulações poderia ficar sobre a chefia da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, Temer afirmou que ainda não há nada definido sobre o assunto. "Tudo vai depender das conversas com os vários partidos políticos que dão sustentação ao governo. Tenho absoluta convicção que eles compreenderão e colaborarão, neste momento em que o País necessita dessa reformulação".

O vice-presidente ainda elogiou a recondução do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que teve o nome aprovado ontem pela Comissão de Constituição e Justiça (CJJ) do Senado. "Foi corretíssima a decisão do Senado. Dizia-se que poderia haver resistência e isso não se verificou, houve uma margem de votos expressiva", comentou.

Em relação à nova extensão de 15 dias dada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para que o governo apresente sua defesa no caso das chamadas "pedaladas fiscais", Temer disse que a medida é boa e permitirá incluir novos dados, apesar de a defesa já estar bem fundamentada.

Temer também falou sobre o encontro com Sarkozy, que está no Brasil acompanhando sua esposa, a cantora Carla Bruni. Segundo Temer, o ex-presidente francês compartilhou suas experiências, já que também passou por momentos difíceis durante seu governo. "A conversa se deu em torno da situação atual do Brasil. Ele inclusive tomou a liberdade de nos aconselhar, dizendo que não devemos recuar, temos de ir adiante, enfrentar toda e qualquer crise, porque toda crise é passageira", afirmou o vice-presidente. 

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