Eugene Hoshiko/AP Photo
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Coluna

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Europa e Nova York fecham com ganhos; bolsas da Ásia não operaram nesta quinta

A bolsa de Tóquio, no Japão, não operou por problemas de hardware, mas não há indício de ataque hacker; demais índices asiáticos não abriram por conta de feriados locais

Gabriel Bueno da Costa, O Estado de S.Paulo

01 de outubro de 2020 | 07h30
Atualizado 01 de outubro de 2020 | 18h35

Os mercados acionários da Ásia tiveram uma sessão atípica nesta quinta-feira, com feriados locais que fizeram vários deles não operar, inclusive Xangai. A bolsa de Tóquio funcionaria, porém, sofreu com problemas técnicos raros e o pregão local acabou cancelado. Na Europa e em Nova York o dia foi de ganhos, apesar de indicadores econômicos abaixo do esperado ficarem no radar dos investidores.

Feriados fizeram com que os mercados na China, em Hong Kong, na Coreia do Sul e em Taiwan não operassem nesta quinta. No Japão, a bolsa de Tóquio não teve negócios graças um problema técnico, episódio raro, mas que segundo participantes do mercado poderia minar a confiança nessa praça.

A bolsa local informou que não haveria negócios. Mais tarde, explicou que a expectativa é de retomada das operações normalmente na sexta-feira. A bolsa de Tóquio atribuiu o episódio a problemas em um hardware envolvido na transmissão de informações sobre preços e que não tinha um backup adequado disponível. Um porta-voz do operador da bolsa, o Japan Exchange Group, disse que não havia sinais de ataque de hacker no caso. 

Nesta quinta, ficou também no radar do mercado as discussões em Washington sobre um possível novo pacote de estímulos, que seguem concentrando as atenções nas mesas de operações. Ontem, as conversas terminaram sem acordo, mas há expectativa para que elas sejam retomadas.  

"Embora os dois campos ainda estejam a alguma distância em relação ao valor, com os democratas em US$ 2,2 trilhões e a Casa Branca perto de US$ 1,6 trilhão, fala-se de uma 'cláusula de escada rolante' que poderia ser a carta mágica que preenche essa lacuna", explicou o analista de investimentos da corretora XM, Marios Hadjikyriacos.    

Bolsa do Pacífico

Na Oceania, o índice S&P/ASX 200 fechou em alta de 0,98% na Bolsa de Sydney recuperando-se da queda superior a 2% do pregão anterior. Todos os setores terminaram no azul no mercado australiano, com BHP em alta de 1,9% e Rio Tinto, de 1,2%. 

Bolsas da Europa 

Na Alemanha, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria se elevou de 52,2 em agosto a 56,4 na leitura final de setembro, abaixo do consenso de 56,6. Com isso, a bolsa de Frankfurt, contrariou as demais praças no continente e cedeu 0,23%.

Já o Stoxx 600 teve leve ganho de 0,20%, enquanto a bolsa de Paris avançou 0,43% e a de Londres subiu 0,23%. Milão, Madri e Lisboa, tiveram ganhos de 0,24%, 0,21% e 0,96% cada.

Bolsas de Nova York

Na indústria, indicadores positivos - mas abaixo do do esperado -, desanimou o mercado americano: a IHS Markit informou que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial dos EUA teve tímida variação positiva de 53,1 em agosto para 53,2 em setembro. Em evento virtual à tarde, a dirigente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) Michelle Bowman afirmou que ainda há um "caminho a percorrer" para que os EUA voltem a ter a economia "robusta" do início de 2020.

Apesar do cenário, as Bolsas fecharam em alta, apoiadas pela alta das ações do setor de tecnologia: Amazon fechou em alta de 2,30%, acompanhada por Facebook, com 1,81% e Microsoft, com 1,01%. Hoje, o Nasdaq ganhou 1,42%. Já o S&P 500 teve alta de 0,53% e o Dow Jones subiu 0,13%.

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte queda hoje, em meio a sinais de desaceleração da recuperação da economia mundial e incertezas sobre o equilíbrio entre oferta e demanda. "A demanda global de  petróleo está em estagnada", avalia o analista Jim Burkhard, da IHS Markit ao WSJ. "O grande aumento na demanda desde o baixo nível de abril está acabado em grande parte até que a covid-19 seja contida e vacinas eficazes estejam disponíveis", completa. 

Para agravar a situação, vários países estão acelerando a produção da commodity energética, elevando o risco de um excesso de oferta. O Iraque havia prometido cortar 400 mil barris por dia em agosto e setembro, mas dados recentes de exportação sugerem que a nação do Oriente Médio não cumpriu o combinado. Já a Rússia deve ter alta de 9% nas vendas de petróleo em outubro.

Nesse cenário, o WTI para novembro perdeu 3,73%, a US$ 38,72 o barril, mas recuou 5,61% no mês de setembro. Já o Brent para o dezembro recuou 3,24%, a US$ 40,93 o barril, com queda de 6,58% no mesmo mês./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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