Por ora, sistema tem apenas valor simbólico e político

Em razão do baixo volume de negócios, o Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML) entre Brasil e Argentina é hoje mais importante do ponto de vista simbólico e político, de integração entre os países, do que econômico, na avaliação do vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

26 de dezembro de 2011 | 03h03

As brigas comerciais dentro do bloco, diferenças entre os sistemas financeiros e a volatilidade das moedas locais fazem com que essa integração ainda fique apenas nas intenções.

Tanto que o Mercosul já aprovou regras que permitem o comércio entre qualquer país do bloco econômico em moedas locais. São necessários, no entanto, acordos bilaterais entre os países para colocar essas operações em prática. Hoje, apenas Brasil e Argentina operam nesse sistema e somente entre si.

No fim de 2009, o Brasil assinou uma carta de intenções com o Uruguai para implementação do SML entre os dois países. Até hoje, entretanto, o acordo não saiu do papel e nenhuma operação foi realizada.

Operadores do mercado de câmbio dizem ainda que a diferença entre o sistema financeiro do Brasil, bem mais desenvolvido, e dos países vizinhos dificulta a implantação do Sistema de Pagamentos em Moeda Local.

Na avaliação deles, o crescimento dos bancos brasileiros na América Latina pode ajudar a tornar essas operações viáveis no futuro. /E.C.

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