André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Por PEC do Teto, governistas distribuem cartilha e comparam crise brasileira à grega

Parlamentares receberam material de campanha composto por catálogo, folder e marca página; documento fala em risco de hiperinflação

Daiene Cardoso, Eduardo Rodrigues e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

10 de outubro de 2016 | 17h49

BRASÍLIA - Não foi só em palestras, cafés da manhã, almoços e jantares que o governo investiu para convencer parlamentares a votar favoravelmente à PEC do Teto. No plenário, os parlamentares estão recebendo material de campanha que compara a situação da economia brasileira à crise grega e apela para que os deputados compreendam a necessidade de aprovação da medida.

Estão sendo distribuídos no plenário um marca página escrito: "Sim à PEC 241, Congresso empoderado: priorizou, executou". Outro folder, em tons verde e amarelo, rebate o argumento de que gastos sociais estarão prejudicados com a aprovação da PEC e diz: "Saúde e Educação garantidos. Piso não é teto! Sim à PEC 241". 

Também está sendo distribuído um catálogo com o título na capa: "PEC 241/2016: a defesa de um importante projeto está em suas mãos". Com oito páginas, o catálogo afirma que a situação econômica é grave e que a dívida pública é grande. "Não controlar as despesas significa aumento de carga tributária e mais inflação", destaca a primeira página, que na sequência avisa que a crise não é passageira e que o melhor caminho é controlar o crescimento das despesas. "Estamos novamente sob o risco de hiperinflação", alerta o documento.

Os governistas usam argumentos diretos e insistem na gravidade do momento, comparando a situação com a crise grega. "A Grécia passou por todos esses e teve uma queda de renda per capita da ordem de 10%... O problema é que o Brasil é muito mais pobre que a Grécia", afirma o documento. 

No capítulo "serviços públicos", é dito que não haverá recursos para saúde e educação se o País entrar em depressão crônica. "Ou tomamos um caminho que recupere o crescimento e a capacidade de financiamento das políticas públicas, ou afundaremos na recessão e no desemprego, apegados a uma luta por recursos públicos cada vez mais escassos", diz o texto. 

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