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Por que a demanda de empréstimos está menor

As empresas demandam menos crédito e as pessoas físicas estão pouco dispostas a consumir, segundo a Serasa Experian e a Confederação Nacional do Comércio (CNC), que fizeram pesquisas sobre os temas. Por ora, se nada aponta para uma situação alarmante, reforça-se o impacto negativo da inflação sobre os salários, o consumo e, afinal, a necessidade de capital de giro das empresas.

O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2013 | 02h09

Entre abril e maio, segundo a Serasa, a procura de crédito pelas empresas diminuiu 4,2% e foi mais intensa nas micro e pequenas empresas. Na comparação com maio de 2012, a queda foi de 9%. Entre os primeiros cinco meses de 2012 e 2013, houve diminuição de 5,8% na demanda de empréstimos - pelo quinto mês consecutivo, segundo esse critério. O maior recuo ocorreu no comércio, que melhor reflete o consumo, seguindo-se a indústria. A queda atingiu todas as regiões do País, sendo mais forte em São Paulo.

Comparando junho de 2012 com junho de 2013, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) pesquisada pela CNC caiu 3,8%, terceira queda consecutiva nessa base de comparação. Mas entre maio e junho houve leve aceleração, originária das famílias de renda mais elevada (superior a 10 salários mínimos) e liderada pelas Regiões Sudeste e Nordeste.

Afinal, levantamento do Banco Central relativo ao primeiro trimestre mostrou que a procura de empréstimos pelas empresas ficou abaixo do esperado pelos bancos, segundo o jornal Valor. As exceções são o BNDES, que fornece recursos para investimentos a taxas inferiores às de mercado, nas chamadas operações direcionadas, o crédito imobiliário e o crédito rural. "A expectativa de demanda de crédito está muito ligada à expectativa (de crescimento) do PIB", notou o diretor de Empréstimos e Financiamentos do Bradesco, José Ramos Rocha Neto. Em 2012, a instituição previa que o PIB deste ano crescesse 4%, porcentual hoje reduzido para 2,5%.

Fatores sazonais contribuem para a redução do ritmo da oferta de crédito, como a variação do número de dias úteis de cada mês, mas mais importante é a maior seletividade dos bancos, pois a inadimplência ainda está elevada. Quando a atividade cresce pouco, alguns tomadores de primeira linha evitam a contratação de novas operações, enquanto as empresas fragilizadas buscam, sem êxito, mais recursos.

Mesmo uma melhora do ritmo da atividade não deverá mudar muito o cenário, pois as famílias se endividaram e estão ajustando o orçamento.

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