International School
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‘Por que o brasileiro tem de ir para os EUA aprender inglês?

Formado no programa para executivos em gestão e inovação pelo MIT, Cardinot é fundador da International School, o maior sistema de educação bilíngue do País.

Entrevista com

Ulisses Cardinot, fundador da International School

Cátia Luz, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2019 | 05h00

Por muito tempo, a escola foi a casa do empresário Ulisses Cardinot. E não é força de expressão. Ao fundar um colégio no interior do Rio de Janeiro, em Campos dos Goytacazes, o pai do empresário construiu a casa da família no mesmo terreno. “Acordava e dormia pensando em educação. Seria impossível não trabalhar na área.” 

Formado em pedagogia, com MBA em gestão empresarial e no programa para executivos em gestão e inovação pelo MIT, Cardinot é fundador da International School, o maior sistema de educação bilíngue do País. Em um formato de parceria com escolas particulares, a empresa, atende quase 90 mil alunos em 23 Estados. Há três anos, tem como sócio a holding cearense Arco Educação, que, no ano passado, levantou R$ 780 milhões em uma abertura de capital na bolsa americana Nasdaq.

Como funciona a International School?

Quando tinha 12 anos, fui morar em Michigan, nos EUA, na casa de uma família amiga, porque meu pai queria que eu aprendesse o inglês e música. De volta ao Brasil, aos 17 anos, me incomodou o fato de que os pais precisam investir em um curso de inglês, além do investimento destinado à escola tradicional, porque, em geral, ela só dá conta do inglês básico. O que criamos foi um sistema de ensino bilíngue conectado ao currículo do aluno. Em vez de duas aulas semanais da língua, por meio de nosso material oferecemos 5 horas semanais de inglês de forma interdisciplinar, integrado com conteúdos que vão de Matemática e Ciências, a programação robótica, games, artes e música.

É um modelo de fato mais efetivo? 

Nossos alunos têm 95% de aprovação na certificação de Cambridge.

Qual é o papel da holding Arco?

A International School começou em 2009, na escola do meu pai, na tentativa de resolvermos internamente o ensino do inglês. Era frustrante ver o aluno não ficar na escola e ir para o cursinho do outro lado da rua. Preparamos professores, material multidisciplinar, fechamos parceria com a Lego Education e outras escolas foram se interessando. Em 2016, sabia que precisava crescer. A Arco entrou na empresa para apoiar esse salto. Em quatro anos, passamos de 600 para quase 90 mil alunos e de 6 para 243 escolas.

Como as escolas se adaptam?

Algumas aumentam a carga horária, outras redistribuem o tempo das aulas. Temos muito a crescer: menos de 5% dos brasileiros falam inglês e só 1% têm fluência. 

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