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Por uma agenda positiva para o IED

Análise: Luis Afonso Lima*

O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2011 | 03h03

É fato que o contexto internacional favorece países em desenvolvimento no que se refere a fluxos globais de investimento estrangeiro direto (IED). Não por acaso que em 2011 os fluxos de IED para economias em desenvolvimento superaram os fluxos de IED para economias desenvolvidas. O Brasil não é exceção.

O País saltou da 14ª posição entre os principais destinos de IED no mundo em 2009 para a 5ª posição em 2010. Em 2011 os fluxos de IED para o Brasil devem alcançar 4,3% dos fluxos globais, a maior participação já observada. Além disso, o país encontra-se na 4ª posição no ranking dos países mais citados para a realização de IED até o ano de 2013, atrás apenas de China, EUA e Índia.

Quais os benefícios desses investimentos para a economia brasileira? Primeiro, podem ajudar a financiar o déficit em transações correntes. Segundo, podem favorecer a contenção de preços por meio da expansão da capacidade produtiva. Por fim, podem propiciar aumentos de competitividade por meio do acesso a novas tecnologias. Diante da conjuntura corrente da economia brasileira, as três contribuições nos são de enorme valia.

Mas nem tudo são flores. Os anúncios de novos projetos de IED no Brasil não escapam do quadro de retração dos anúncios de IED no mundo. O valor de novos anúncios de IED no Brasil, a exemplo do que já se observa no mundo, apresenta trajetória de queda. Enquanto no Brasil observa-se uma queda de 59,9% no valor dos anúncios de novos projetos de IED desde abril deste ano, no mundo a queda é de 40,1%. Ou seja, ingressos de IED no Brasil devem apresentar queda em 2012.Em resumo, em 2012 haverá disputas crescentes por investimentos decrescentes.

*PRESIDENTE DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DE EMPRESAS TRANSNACIONAIS, DA GLOBALIZAÇÃO ECONÔMICA (SOBEET)

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