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Porcentual de cheques devolvidos bate recorde para o mês de abril

Do total de cheques compensados no mês, 2,26% foram devolvidos pela segunda vez por falta de fundos, segundo a Serasa

Daniel Machado Vivacqua, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

22 Maio 2015 | 19h26

O porcentual de cheques devolvidos pela segunda vez por falta de fundos diminuiu de março para abril, mas bateu recorde para o mês, segundo o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos. De um total de 56,1 milhões de compensações, 2,26% dos cheques foram devolvidos, a maior taxa para o mês de abril desde 1991, ano em que se iniciou a série histórica. 

O economista da Serasa, Luiz Rabi, explica que o aumento do desemprego e a diminuição da renda devem contribuir para que o indicador continue a bater recordes mensais em 2015. "A capacidade de pagamento está diminuindo com a redução do emprego e da renda real [descontada a inflação]", diz.

O economista explica que o primeiro reflexo do aperto no orçamento é a inadimplência nos cheques, uma vez que as penalidades nessa modalidade são menores do que em outras dívidas, como cheque especial e cartão de crédito.

Os três estados que tiveram maior taxa de inadimplência foram o Amapá, onde 23,22% dos cheques compensados não tinham fundos, em Roraima, com 11,2%, e no Maranhão, 11,13%. São Paulo registrou a menor taxa de devolução, de 0,93%, seguido por Rio de Janeiro, com 1,73%, e Minas Gerais, 3,72%. 

Entre as regiões, a maior inadimplência com cheques, de 7,27%, ocorreu na Região Norte, seguida pelo Nordeste (6,98%), Centro-Oeste (5,34%), Sul (4,48%) e Sudeste (1,34%).

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