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Porquinho da índia é carne disputada nos países andinos

No Brasil eles são animais de estimação, mas no Peru e Equador são grelhados em praça pública

Walquíria Cassiano, especial para o Estadão,

11 de junho de 2013 | 19h15

SÃO PAULO - Os porquinhos da Índia, bichinhos de estimação criados por muitas crianças brasileiras, movimentam um lucrativo mercado em países andinos, especialmente áreas rurais, onde são servidos como iguaria.

Governos de países como Peru e Equador investem na capacitação e desenvolvimento da produção como forma de combater a fome em regiões pobres.

Os roedores são encontrados nos mercados de alimentos, sem pêlos e limpos, mas a maioria das receitas originárias do Equador aconselham que se ferva o bicho com os órgãos - e um pouquinho de sal - e somente depois deve-se tirá-los.

A atividade tem um alto potencial econômico, pelo baixo custo de produção e grande demanda. Os criadores chegam a ter um lucro de quase R$ 10 por animal no mercado de Cuzco, no Peru.

A carne pode ser servida com batatas, arroz e pimenta. Assado ou grelhado, o  "cuy", como é conhecido nos países andinos, geralmente é servido em ocasiões especiais, mas, também são vendidos em espetinhos nas feiras livres. Estima-se que 65 milhões desses roedores são consumidos por ano somente no Peru.

Na cidade peruana de Huacho, existe um concurso anual de porquinhos da índia, onde os criadores desfilam seus animaizinhos enfeitados para disputar quem é o mais rápido, o maior, o mais bonito. Mas, o grande êxtase da festa é no final da competição, quando os animais são sacrificados e assados para uma eleição do mais saboroso.

Historiadores acreditam que os porquinhos da índia começaram a ser domesticados para servirem como fonte de alimento em meados de 5000 A.C. Na época, a carne de cuy era vista como fonte de proteína e gordura.

Anos mais tarde, os roedores se tornaram parte de cerimônias religiosas e alvo da medicina alternativa. Algumas das pinturas da Última Ceia local refletem o papel do bichinho na sociedade andina, principalmente entre artistas de Lima e Cuzco.

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