DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Portaria para debêntures do setor de biocombustível gera fila

Pelo menos dez empresas da cadeia de açúcar e etanol já estariam, inclusive, cotando advogados especializados para conduzir os trabalhos para emitir esses títulos de dívida. 

Coluna do Broadcast, O Estado de S. Paulo

07 de julho de 2019 | 05h00

A aprovação da portaria no Ministério de Minas e Energia (MME) permitindo que empresas do setor do biocombustível captem recursos com emissão de debêntures de infraestrutura já criou uma fila de interessados nos bancos de investimento e escritórios de advogados. Pelo menos dez empresas da cadeia de açúcar e etanol já estariam, inclusive, cotando esses profissionais para conduzir os trabalhos para emitir esses títulos de dívida. 

Outra opção

A permissão é relevante para esse setor, que basicamente se financia no mercado de capitais via Certificado de Recebível do Agronegócio (CRA). A debênture de infraestrutura pode alcançar um prazo mais longo do que os CRAs, que têm sido emitidos com vencimento em torno de cinco anos, além de assegurar um custo de captação mais atraente pelo impacto da isenção do imposto de renda para o investidor. A expectativa do mercado é que as primeiras operações comecem a sair em cerca de dois meses.

Olá, doutor!

O laboratório farmacêutico EMS está investindo R$ 500 milhões no negócio de prescrição médica para crescer em 20% o faturamento da área este ano, para R$ 2 bilhões. Os recursos serão direcionados para ampliar a força de vendas, promover produtos, em marketing e lançamento de seis medicamentos só nessa categoria. No apelo junto à classe médica, a EMS vai aumentar o time de propagandistas para aproximadamente dois mil profissionais, dos atuais 1,6 mil. Eles são responsáveis por realizar média de 22 mil visitas a médicos por dia. Atualmente, o segmento de prescrição representa 40% do faturamento da empresa. A unidade de genéricos, vem em segundo lugar no faturamento, com 33%.

Na prateleira

Apesar de a economia ainda patinar, empresas têm reforçado planos para lançar novos produtos ao consumidor. Índice da Associação Brasileira de Automação GS1 Brasil que analisa a solicitação de novos códigos de barras pela indústria mostra que houve crescimento de 13,3% no número de pedidos em junho frente a maio. No mesmo mês de 2018, o índice havia recuado 18,9%. Em 12 meses até junho deste ano, o índice GS1 Brasil avançou 15,5%. Cada produto vendido ao consumidor tem um código de barras único e é determinado por entidades como a GS1 Brasil conforme alguns parâmetros globais. 

 

COM FABIANA HOLTZ

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