Porto de Itaguaí só sai com aval do TCU

Localizada entre os terminais da Vale da CSN, a 'área do meio' está no radar de gigantes como Usiminas e ArcelorMittal

FERNANDA GUIMARÃES, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2012 | 03h09

O parecer final do Tribunal de Contas da União (TCU) é a peça que falta para as siderúrgicas poderem dar o primeiro passo em busca da construção de um porto em Itaguaí, no Rio de Janeiro. O edital da "área do meio", terreno assim batizado por estar entre os terminais da Vale e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), é aguardado pelo mercado desde o início do ano e é motivo de atenção de empresas como Usiminas, ArcelorMittal e a própria CSN.

Segundo fontes, representantes da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) estão indo frequentemente ao TCU, mas até o momento não conseguiram um posicionamento de quando o documento pode ser aprovado. A expectativa é que a divulgação do edital ocorra ainda neste ano.

Os grupos siderúrgicos instalados no País correm para ter uma opção de escoamento do minério de ferro, produto cuja produção vem crescendo com o andamento de um ciclo de investimento em mineração pelas fabricantes de aço. A desestatização da "área do meio" está de acordo com o plano do governo de acelerar investimentos nos portos. Para as siderúrgicas, o leilão da área é peça fundamental na solução de desafios logísticos.

A mineira Usiminas é uma das empresas que sofrem com a falta de um porto próprio. Dependente de terminais de terceiros, a companhia, que já fechou um acordo para utilizar o porto da MMX, é uma das maiores interessadas no empreendimento. Ao lado da área do meio, a Usiminas já possui um terreno de 850 mil metros quadrados. Esse terreno não possui saída para o mar, mas está ao lado da área do meio com a qual poderia ser unido - isto é, caso a Usiminas saia vencedora do esperado leilão.

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