Porto de Paranaguá já opera embarque de soja

O Porto de Paranaguá voltou a operar o embarque de soja, às 9 horas. Por enquanto, o embarque está sendo feito em razão do acúmulo de soja no silo público, que tem capacidade para 100 mil toneladas. No final da manhã, a Assessoria de Imprensa do porto havia anunciado o carregamento de mais três navios com cargas de farelos vegetais, milho e congelados. Os caminhoneiros, que fazem protesto na BR-277, interrompendo o tráfego em vários trechos, terão uma reunião agora à tarde com os embarcadores. Eles querem receber os valores referentes às diárias paradas. O presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro, Nélson Canan, acredita que serão necessários R$ 2 milhões por dia para o pagamento dessas diárias. Os trabalhadores decidiram encerrar a greve depois de uma reunião com o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), que terminou no início da madrugada desta quarta-feira. O administrador do porto, Eduardo Requião, irmão do governador, também participou do encontro. O governador se comprometeu a buscar melhorias para a operacionalização de Paranaguá, com o cumprimento do acordo coletivo de trabalho. A paralisação no porto de Paranaguá começou no dia 19, às 7 horas, quando os trabalhadores portuários não foram chamados para o trabalho e engrossaram uma manifestação por melhorias no porto, liderada pelo Sindicato dos Operadores Portuários (representante dos armadores). Desde a entrada de Paranaguá, há uma fila de 80 quilômetros formada por caminhões. No estuário do porto estão cerca de 50 navios à espera de embarque.

Agencia Estado,

24 Março 2004 | 13h57

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