Portos incentivados recebem metade das resinas importadas

A concessão de incentivos tributários a importações promovida por alguns estados tem provocado uma mudança no perfil dos negócios da indústria química. Os portos de Santa Catarina, Paraná, Pernambuco e Espírito Santo representam mais de 63% das importações de resinas realizadas este ano até julho. Em 2008, essa participação era de 45,5%, segundo levantamento com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2011 | 03h08

Maior prejudicada com o avanço das importações de resinas, principalmente via portos incentivados, a Braskem tem sentido os efeitos da turbulência mundial e por isso tem níveis reduzidos de taxa de utilização de capacidade. "Falamos de um equívoco cometido em um momento no qual o País não poderia incentivar a importação", diz o presidente da Braskem, Carlos Fadigas.

A petroquímica brasileira, além de ser afetada diretamente pela entrada de resinas por portos como o de Itajaí (SC), que responde por quase 50% do total importado, enfrenta efeito similar na cadeia plástica. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), as importações de plásticos acabados a partir desses portos saltaram 3,4 vezes entre 2000 a 2010, ante uma expansão de 2,4 vezes na movimentação via Santos (SP). / A. M.

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