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Portugal apela para que UE tome medidas fortes anticrise

Portugal fez um forte apelo para que a Europa adote medidas mais duras nas próximas semanas contra ataques do mercado, dizendo que, se nada for feito, a reforma econômica será em vão.

SÉRGIO GONÇALVES, REUTERS

28 de fevereiro de 2011 | 09h58

Portugal é considerado o próximo candidato a ter de recorrer a um resgate internacional, como Grécia e Irlanda, e há dúvidas crescentes sobre a disposição da Alemanha para apoiar a expansão ou a reconfiguração do fundo anticrise da zona do euro, algo que acalmaria os investidores e reduziria a pressão sobre os países.

O ministro das Finanças português, Fernando Teixeira dos Santos, disse a uma conferência organizada pela Reuters e pela rádio local TSF que Portugal está pronto para reduzir o déficit orçamentário e implementar reformas dolorosas, como prometido.

Porém, ele acrescentou: "Eu temo que, se a Europa não tomar as medidas necessárias, todo este esforço pode ter sido em vão."

A posição do ministro foi apoiada pelo diretor do BES, segundo maior banco português, que criticou a indecisão europeia sobre como combater a crise de dívida.

"A correção dos desequilíbrios nas finanças públicas está sendo encaminhada e é essencial para a economia portuguesa reconquistar a confiança do mercado", disse Ricardo Espírito Santo Salgado à conferência.

Ele disse que a falta de clareza sobre as decisões que serão tomadas nas próximas reuniões da UE está por trás da disparada nos rendimentos dos bônus de economias fracas da zona do euro, incluindo os de Portugal.

"Após uma correção nos spreads soberanos e no crédito no começo do ano, especialmente por expectativas de uma reforma dos mecanismos de estabilização financeira e de coordenação orçamentária, a incerteza sobre as decisões do Conselho Executivo em março contribuiu para uma nova alta nos prêmios de risco", disse ele.

PRONTO PARA AGIR

Teixeira dos Santos disse que os mercados não estão convencidos com as medidas atuais europeias, embora Portugal esteja pronto para agir e colocar a economia em ordem.

"Os mercados querem ação e resultados em três frentes -- consolidação fiscal, crescimento econômico e fortalecimento do setor financeiro. Isso depende de nós e nós estamos comprometidos a isso. Nós temos de proceder firmemente com iniciativas nessas três frentes", disse ele.

"Existe uma deficiência na construção do euro. Falta uma perna, e essa perna é a componente orçamentária ou fiscal. Temos uma moeda única mas não temos um instrumento orçamentário ou fiscal à escala europeia", destacou o ministro.

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