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Portugal avisa ao Brasil que barreira agrícola da Europa não cai

O primeiro-ministro português, José Manuel Durão Barroso, garantiu nesta segunda-feira em Sintra que é impossível a modificação dos subsídios agrícolas da União Européia antes de 2006. ?Só se houver uma revisão intercalar da política agrícola comum, mas considero pouco provável?, disse. No último conselho da União Européia, realizado em outubro na Bélgica, Portugal alinhou com a França, Espanha e Itália numa minoria de bloqueio contra a proposta da comissão européia de diminuir os apoios aos agricultores, desvinculando-os do volume da produção. ?Éramos contra esta proposta de revisão, o que não significa que somos a favor da Política Agrícola Comum, que tem muitos pontos de que discordamos?.Durão Barroso reconheceu que os subsídios agrícolas prejudicam as relações com outros blocos econômicos, mas disse que Portugal não tem grande influência na modificação. ?Infelizmente não é Portugal que determina a política agrícola da União Européia. Somos uma voz entre 15?, disse.O primeiro-ministro considera que existe um peso histórico que dificulta as mudanças na política de subsídios do bloco econômico europeu. ?A verdade é que é difícil modificar a política agrícola atual, que estava desenhada antes de Portugal e da Espanha entrarem na União Européia?, afirmou.Segundo o primeiro-ministro, a modificação dos subsídios europeus só deve ocorrer em 2013. ?No último conselho europeu houve uma decisão de congelar a política agrícola comum aos níveis de 2006 até 2013. Nesse período, o aumento das verbas será muito pequeno, da ordem de 1%?, afirmou.

Agencia Estado,

11 de novembro de 2002 | 20h20

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