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Portugal prepara privatização de empresas e busca o Brasil

Ministro de Economia se reúne com empresários brasileiros na Fiesp e diz que investimento será bastante 'atrativo'

ANNE WARTH, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2011 | 06h09

Em meio à crise europeia e à expectativa de que a recessão seja mais intensa em Portugal, o ministro de Economia e do Emprego do país, Álvaro Santos Pereira, disse ontem que o governo pretende oferecer à iniciativa privada participações em diversas empresas públicas. Nos próximos dias, segundo ele, o governo português deve publicar as regras para orientar as empresas interessadas em adquirir 20,9% da EDP (Energias de Portugal).

Até o fim deste ano, o país também deve privatizar 51% da REN (Rede Elétrica Nacional) e 7% da Galp. Em 2012, o governo deve privatizar 100% da TAP (Transportes Aéreos Portugueses), além de vender participações - os porcentuais ainda não foram definidos - na AdP (Águas de Portugal ), ANA (Aeroportos de Portugal) e CTT (Correios de Portugal). O ministro citou ainda que rodovias e estaleiros também devem entrar no programa.

"É verdade que existe uma redução do crescimento econômico mundial. É verdade que na Europa existe uma crise importante, mas também achamos que, nas crises, existem grandes oportunidades", afirmou, após se reunir com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e empresários brasileiros.

"As reformas e a abertura que nós temos ao mundo e principalmente ao Brasil fazem com que se torne bastante atrativo para as empresas brasileiras investir em Portugal", disse Pereira.

Segundo ele, não haverá nenhuma restrição ao investimento estrangeiro. "Todas as dificuldades que existiam no passado em burocracia serão grandemente reduzidas", afirmou.

Pereira disse que novas medidas de austeridade devem ser implementadas pelo governo português nas próximas semanas. Entre elas, reformas nas áreas trabalhista, capital de risco e estruturação de empresas. A intenção, segundo ele, é dar celeridade aos investimentos. "Nós sabemos que, para 2012, está projetada uma recessão, mas entendemos que o importante é criar bases para que Portugal possa crescer o mais rapidamente possível", afirmou.

Na avaliação dele, a crise não deve colocar em risco a zona do euro. "Estou confiante que Portugal e Europa saberão resolver seus problemas", afirmou. "A Europa, historicamente, sempre soube sair das crises aumentando o grau de cooperação que existe entre os vários países. Estou muito confiante de que, apesar das dificuldades atuais, a Europa saberá encontrar uma resposta para seus problemas."

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