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Possibilidade de aftosa no MS ainda não está descartada

A persistência de focos de febre aftosa no rebanho bovino de Mato Grosso do Sul, identificados em outubro de 2005 ou a reintrodução recente da doença no Estado, ainda não foram descartadas. Existem várias dúvidas sobre o assunto, que são estudadas desde a manhã desta quarta-feira, em uma sala fechada da Superintendência Federal de Agricultura, em Campo Grande. O trabalho deverá terminar na sexta-feira e o resultado divulgado somente na próxima semana.Entre as autoridades sanitárias do MS, estão o coordenador do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa enviado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Nilton Antônio de Morais e o epidemiologista, também de Brasília, Marcos de Morais. Eles estão debruçados sobre uma papelada contendo mapas da região, registro de material coletado e a conclusão das análises de sorologia referente a um lote de 2.500 animais que vivem no extremo sul do Estado, onde foi constatada a presença do vírus ano passado.Foram visitadas 68 propriedades rurais de Mundo Novo, Japorã e Eldorado, onde ocorreram a coleta de sangue enviado para um laboratório especializado no Rio Grande do Sul, dia 30 passado, para a última bateria de testes. A demora na divulgação dos resultados está no fato da apuração de detalhes como, por exemplo, onde ocorreu o primeiro exame que reagiu contrário às expectativas dos técnicos. Está praticamente aceita a hipótese de que algum pecuarista vacinou o gado pouco antes da coleta de sangue."Não podemos permitir que meia dúzia de pecuaristas prejudique o MS inteiro", disse o superintendente federal de Agricultura, José Antônio Felício, acrescentado que caso seja confirmada essa vacinação indevida, todo o trabalho de imunização estará perdido. Sobre a existência de novos casos de febre aftosa, afirmou que "não se discutiu a possibilidade e não se sabe se será um novo foco ou apenas uma notificação, já que estão definindo a localização geográfica exata de todas as amostragens". Pessoalmente não confirma e tampouco desmente essa possibilidade.Referindo-se a situação criada desde outubro, ressaltou que "insisto que a responsabilidade é do produtor rural, e defendo o rigor na apuração das responsabilidades no surgimento dos focos, é até intransigência, mas isso tudo tem que investigar com polícia cível, e qual a função das forças armadas, não é de defender as fronteiras do país? Então, temos que ter o Exército na fronteira para impedir que maus produtores continuem cometendo irregularidades".

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