Possibilidade de demissão preocupa funcionários da VW no Paraná

O clima na montadora da Volkswagen/Audi em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, é de muita preocupação após o anúncio de cortes de custos na empresa e uma estimativa de que no Paraná podem ser demitidos cerca de 1.400 empregados. O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba pretende mobilizar o máximo de autoridades para impedir ou reduzir o número de demissões."Vamos tentar agendar um calendário de reuniões para tentar buscar alternativas para que as demissões não ocorram tanto nesta como em outras plantas", disse o presidente da entidade, Sérgio Butka. Segundo ele, o maior problema é o real valorizado, que inibe as exportações. "É preciso criar situação mais favorável à empresa e que as perdas com o dólar não sejam tão grandes." De acordo com o sindicato, 40% da produção é exportada. Mas os contratos fechados quando a cotação do dólar estava em R$ 2,70 estão sendo concluídos quando está em R$ 2,10.Uma reunião entre dirigentes do sindicato e da montadora, quando seriam passados os dados oficialmente para os trabalhadores, estava marcada para a tarde de quarta-feira, mas foi cancelada. O sindicato convidou o presidente do Conselho de Política Automotiva, do governo do Estado, Mário Lobo, para acompanhar, mas sua presença não foi aceita pela empresa.Os 4.200 funcionários que trabalham em São José dos Pinhais não tem a estabilidade no emprego garantido por acordo coletivo até novembro, como acontece com a unidade de Anchieta, em São Paulo. Por isso o temor de que, caso haja demissões, elas comecem pelo Paraná. Desde terça-feira, o terceiro turno de trabalho na montadora está em férias coletivas. Esta é a terceira vez este ano que esta medida é tomada.

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