Jonathan Ernst/Reuters
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Possibilidade de elevar os juros inclui reunião de outubro, diz presidente do Fed

Yellen disse que os acontecimentos recentes não alteraram as perspectivas para a instituição e que a maioria dos dirigentes espera que alta dos juros deve acontecer ainda este ano

Niviane Magalhães e Mateus Fagundes, O Estado de S. Paulo

17 Setembro 2015 | 16h50

SÃO PAULO - A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) afirmou que a possibilidade de elevar os juros no país "certamente inclui a reunião de outubro".

Yellen disse que os acontecimentos recentes não alteraram as perspectivas para a instituição e que a maioria dos dirigentes espera que alta dos juros deve acontecer ainda este ano. Ela afirmou ainda que o aperto monetário pode ser anunciado no mês de outubro, embora não haja coletiva de imprensa prevista para essa reunião.

Yellen revelou ainda que os membros do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) chegou a avaliar elevar os juros, mas manteve as taxas inalteradas por causa do exterior e da fraqueza da inflação.

Ao reiterar que o Fomc deseja ver uma continuação da melhora no mercado de trabalho, a presidente do Fed repetiu que a decisão sobre juros não depende de um indicador específico, mas de "como será a evolução da economia". 

Exterior. Segundo Yellen, a perspectiva para o exterior parece ter se tornado mais incerta e a situação precisa ser observada de perto. "Os acontecimentos desde junho apertaram as condições financeiras. Há elevadas preocupações com o crescimento da China", acrescentou.

No entanto, Yellen reiterou que "a economia dos Estados Unidos está se saindo bem" e que o Fed espera que continue assim. Ainda assim, Yellen disse que o Fed precisará de "um pouco mais de tempo" para avaliar os acontecimentos internacionais. 

Para a presidente do Fed, a inflação deve continuar baixa nos próximos meses, mas que deve voltar para a meta de 2,0% no médio prazo.

Segundo ela, a queda dos preços do petróleo e a valorização do dólar colocaram pressão maior sobre a inflação. No entanto, "os efeitos da alta do dólar e da queda no petróleo sobre a inflação devem ser transitórios", destacou a presidente. 

Mesmo os efeitos sendo transitórios, Yellen avalia que ainda levará um pouco mais de tempo para que esses efeitos se dissipem totalmente.

"A inflação está atualmente em 0,3% na comparação anual, muito abaixo da meta do Fed de 2% ao ano. Este valor não é um teto, é uma meta", acrescentou.

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