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Possibilidade de formação da Alca diminui com o tempo, diz Furlan

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan afirmou hoje que a possibilidade de concretização da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) diminui com o passar do tempo, principalmente porque a co-presidência (Brasil/Estados Unidos) perdeu duas grandes oportunidades para chegar a um acordo. Furlan se referiu às reuniões de março e do início deste mês. "As co-presidências deveriam ter responsabilidade maior", disse o ministro, logo depois de participar da abertura do seminário "Perspectiva para o Agribussines 2004-2005".O ministro atribuiu essa situação à polarização que existe nos dois continentes. "Ao mesmo tempo, por princípio, as negociações já começaram desequilibradas. Vale lembrar que 80% do PIB da região está restrito apenas a um país (EUA), enquanto outros 23 países detêm apenas 1,3% da riqueza da região. Portanto, a negociação por si só já é assimétrica", acrescentou Furlan.Para Furlan, o Brasil perde com um eventual adiamento da Alca porque, na sua avaliação, o País vive um bom momento de competitividade e de modernização de seu parque industrial e do setor de serviços. Ele disse, entretanto, acreditar em um melhor diálogo entre Brasil e Estados Unidos para resolver os impasses. "A melhor solução é sentar e dialogar. Negociar por meio da mídia é a pior forma de fazê-lo", disse.O ministro acredita também que o acordo entre o Mercosul e a União Européia deve mesmo ser concretizado até outubro e que as negociações entre os dois blocos caminham com a velocidade planejada.

Agencia Estado,

06 de abril de 2004 | 11h56

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