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Possibilidade de perder mercado justifica compra, diz BB

Com a compra da Nossa Caixa, o BB assume a liderança em número de agências do mercado paulista

Ana Paula Ribeiro, da Agência Estado

24 de novembro de 2008 | 15h12

A possibilidade do  Banco do Brasil perder participação no mercado é um dos fatores que justifica a compra da  Nossa Caixa. "Com a crise financeira a consolidação do setor bancário se intensificará e poderíamos perder mercado", afirmou o vice-presidente de Finanças e de Relações com Investidores do BB, Aldo Luiz Mendes, em teleconferência a analistas.   Veja também:  Banco do Brasil garante que não fará demissões  E agora, Bradesco?, pergunta o mercado  Negócio com a Nossa Caixa ficou caro, dizem analistas Ação da Nossa Caixa sobe mais de 80% com interesse do BB Governo age por vaidade, diz associação de minoritários do BB   Com a Nossa Caixa, o BB assume a liderança em número de agências do mercado paulista. No sistema nacional, o banco federal fica com 16% de participação do mercado em ativos e 22% em depósitos.   Mendes lembrou ainda que a aquisição precisaria ser feita agora porque havia a vontade política do controlador do banco paulista em fazer um acordo com a instituição federal. "Se um próximo governo decidisse fazer uma privatização o Banco do Brasil não poderia participar do leilão", afirmou.   Outro fator apontado pelo executivo é a Medida Provisória nº 443, que permite que o BB e Caixa Econômica Federal (CEF) comprem participações em instituições financeiras com o pagamento em dinheiro, e não em ações como é feita em uma incorporação. O pagamento ao governo paulista será feito em dinheiro.   O BB estima que as sinergias da aquisição ficarão entre R$ 2 e 4 bilhões em um prazo de cinco anos. A maior contribuição virá do potencial de crescimento da carteira de crédito dos atuais clientes da Nossa Caixa. Nos dados apresentados na teleconferência de hoje, o banco paulista possui uma carteira de crédito que equivale a 33,8% de seus depósitos. Na instituição federal, essa relação é de 87,9%. No cenário mais conservador, o BB acredita que os ganhos líquidos poderão chegar a R$ 440 milhões ao ano com as novas operações. Mendes lembrou ainda que o nível de crédito dos clientes do BB no Estado de São Paulo é 3,8 vezes superior ao registrado pelos clientes da Nossa Caixa.   Já o benefício fiscal por meio da amortização do ágio está estimado em R$ 1,8 bilhão, que será feito em um prazo de cinco anos.   Outro fator que deverá gerar ganhos de sinergia é a ampliação das receitas de serviços com a oferta de produtos do Banco do Brasil aos clientes da Nossa Caixa. A estimativa é que essas receitas cheguem a 25% das receitas totais e, nesse caso, os ganhos seriam de R$ 130 milhões ao ano.   Uma melhor análise de crédito que leve a uma redução da inadimplência, a otimização das despesas administrativas e de tecnologia da informação e a melhora da eficiência por meio de ganhos de escala são os outros fatores que irão gerar ganhos de sinergia para o Banco do Brasil.   Mendes informou ainda que o Banco do Brasil irá analisar as parcerias na área de venda de seguros e capitalização da Nossa Caixa. "Vamos ter que achar um ponto de equilíbrio e ver a melhor solução para todos os envolvidos", disse.

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