Possível alta da gasolina em novembro

Governo deverá reajustar o preço da gasolina, se isso realmente ocorrer, na segunda quinzena de novembro. O momento é considerado ideal, pois a inflação deverá estar baixa o suficiente para não alterar a meta anual de inflação - de 6%, com possibilidade de alta ou baixa de dois pontos porcentuais. O governo pretende, com esse reajuste, manter a inflação baixa e quitar uma dívida antiga que o Tesouro tem com a Petrobras, a Parcela de Preço Específica (PPE). Na verdade, a PPE é uma espécie de imposto embutido no preço da gasolina paga pelos consumidores.Em setembro, em uma das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), os diretores do Banco Central já haviam calculado que o governo poderia aumentar os combustíveis em até 5% sem comprometer a meta de inflação. Mas, por causa do outro objetivo, que é zerar a dívida com a Petrobras (R$ 3 bilhões), é possível que o aumento seja superior a esse porcentual. O argumento dos que defendem o aumento maior do que 5% foi reforçado com a perspectiva de a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar abaixo da meta.A Petrobras produz pouco mais de 70% do petróleo consumido no País. Mas ela cobra dos consumidores brasileiros o mesmo preço da cotação internacional. A equiparação de preços é feita para que a estatal tenha condições de disputar o mercado de combustíveis no exterior e com empresas estrangeiras que devem se instalar no País a partir de 2002. É por isso que, mesmo produzindo petróleo, o Brasil tem de calcular os preços dos combustíveis levando em conta o mercado mundial.

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