Possível greve no Rio não impacta produção, diz Petrobras

Segundo Gabrielli, estatal está em negociação constante com trabalhadores, que ameaçam paralisação de 5 dias

Tatiana Freitas, da Agência Estado,

11 de julho de 2008 | 13h48

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou nesta sexta-feira, 11, que a empresa está preparada para que uma eventual paralisação dos funcionários não afete o volume produzido pela estatal. "Não teremos impactos sobre a produção. Vamos fazer com que a ela continue", garantiu. O sindicato dos petroleiros do norte fluminense ameaça iniciar uma paralisação de cinco dias na produção de plataformas na Bacia de Campos a partir da próxima terça-feira. Veja também:Greve na Petrobras pode pressionar preços do petróleo, diz FT Gabrielli afirmou que a estatal mantém negociações com os representantes dos trabalhadores. "Temos uma política de negociação permanente", afirmou. Ele explicou que as conversas com os petroleiros envolvem dois temas: a forma de distribuição da participação nos lucros e resultados (PLR) e a maneira que a companhia mede a jornada de trabalho dos petroleiros. Segundo ele, as negociações envolvem 6.500 funcionários em um total de 50 mil petroleiros. Gabrielli ressaltou, no entanto, que isso não significa que a empresa cederá completamente às reivindicações da categoria. "Vamos montar um plano de contingência e exigir condição mínima para manter a produção", disse. O presidente da Petrobras participou nesta sexta de um encontro na sede da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústria de Base (Abdib), em São Paulo, para debater as perspectivas de desenvolvimento da cadeia fornecedora de bens e serviços da indústria do petróleo.

Mais conteúdo sobre:
PetrobrasGreve

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.