Amanda Perobelli/Estadão - 18/2/2017
Amanda Perobelli/Estadão - 18/2/2017

Possível liberação de saques do FGTS melhora resultados da Bolsa

Papéis da Eletrobrás também se valorizaram, depois que a privatização da empresa voltou ao radar

O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2019 | 12h58

A intenção do governo de liberar recursos do FGTS para estimular a economia teve resposta positiva, embora moderada, na Bolsa. Os negócios com ações também refletem expectativas com anúncio, nas próximas semanas, do programa de privatizações, que poderá render até R$ 450 bilhões - papéis da Eletrobrás chegaram a ganhar 4%.

A moeda americana tem leve queda em relação ao real, assim como na comparação com a maioria das divisas emergentes. As taxas de juros futuros, têm o viés de alta enquanto se mantém a perspectiva de corte na taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Copom no fim deste mês.

Às 12h19, o Ibovespa subia 0,29%, chegando aos 104.080,16 pontos. No mesmo horário, o dólar era cotado a R$ 3,7622, com queda de 0,23%. 

Possível liberação do FGTS afeta ações

Ações de varejistas e de empresas do setor de educação estão em alta nesta quarta-feira, enquanto papéis de algumas construtoras caem, depois da informação de que o governo estuda liberar saques de até 35% do saldo de contas ativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A expectativa do governo é que a medida injete até R$ 42 bilhões na economia.

A medida da equipe econômica tem como objetivo estimular o consumo no País. No começo da tarde, o Magazine Luiza ON subia 5,14% e Lojas Renner, 1,48%. Enquanto isso, Kroton ON avançava 3,66% e Estácio ON, 2,85%, ambas são do setor de educação. As construtoras Even ON caía 1,61% e a MRV Engenharia, 1,33%. A Eletrobrás tinha alta de 3,12% 

Guerra comercial e o PIB global

As Bolsas em Nova York recuam, conforme aumenta a tensão em torno da disputa comercial entre Estados Unidos e China. A guerra entre os dois gigantes do comércio global preocupa por causa dos sinais de fraqueza da atividade global.

A economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gita Gopinath, afirmou que o crescimento do PIB global pode ser reduzido em 0,5 ponto porcentual em 2020 com os efeitos no nível de atividade mundial gerados por tarifas comerciais adotadas por EUA e China, em 2018 e neste ano. / Karla Spotorno, Niviane Magalhães e Ricardo Leopoldo

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.