Possível necessidade extra de financiamento da Grécia deve vir da UE

Porta-voz do FMI diz que a posição do Fundo sobre o programa grego não mudou desde a avaliação de março, quando estimava-se que os custos adicionais poderiam chegar a US$ 86 bilhões

Andréia Lago, da Agência Estado,

26 de julho de 2012 | 12h53

WASHINGTON - O Fundo Monetário Internacional (FMI) confirmou nesta quinta-feira, 26, que qualquer necessidade adicional de financiamento para o programa de resgate da Grécia, seja por meio de reestruturação da dívida ou recursos extras, teria de vir da União Europeia e que o descumprimento do programa - que o Fundo informou recentemente estar fora de rota - exigiria financiamento adicional.

O porta-voz do FMI, David Hawley, disse que a posição do Fundo sobre o programa grego não mudou desde a avaliação de março, quando o FMI estimava que os custos de financiamento extras poderiam chegar a quase 70 bilhões de euros (US$ 86 bilhões) entre 2014 e 2020. A instituição também deixou bastante claro que tais custos teriam de ser arcados pela Europa. Isso, entretanto, foi antes da piora na recessão da economia europeia e de uma piora no ambiente político grego terem conspirado para tirar o programa de ajuste grego fora do seu curso.

Hawley não quis afirmar se uma reestruturação da dívida grega com o setor oficial é parte das negociações, dizendo que nem todos os aspectos das conversas são públicos.

Um estudo recente do FMI escrito como parte das recomendações de política do Fundo para a zona do euro foi interpretado como o fornecimento de um argumento para o BCE reestruturar suas posições em dívida do governo grego. Tais perdas contábeis com o setor oficial, dizem alguns economistas, ajudariam a trazer a dívida grega de volta a uma trajetória sustentável.

O FMI também deu boas-vindas às declarações feitas pelo presidente do BCE, Mario Draghi, de que a instituição faria tudo que pudesse para estabilizar a zona do euro. O Fundo vem defendendo uma ação mais agressiva do BCE, incluindo a retomada do seu programa de compra de bônus, mas evitou afirmar com que urgência o BCE deveria agir.  As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
GréciaUEfinanciamento

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.