Posto de Araçatuba vende álcool a R$ 0,799

Uma guerra entre os postos fez o preço do álcool combustível vendido em Araçatuba, interior de São Paulo, cair para R$ 0,799 e se tornar, possivelmente, o mais barato do Brasil. O menor preço do litro de álcool na última pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), feita entre 23 e 29 de agosto, em 8162 postos do País, foi R$ 0,849, mas, no posto Manhattan, de bandeira da Shell, em Araçatuba, ele custa R$ 0,799. Álcool ou gasolina: calcule o que é melhor Na segunda-feira o posto foi abastecido pela manhã e na hora do almoço o álcool já tinha acabado. Uma nova fila de dezenas de carros voltou a se formar às 13 horas, quando o posto foi reabastecido.''''O preço tinha mesmo de cair nesta região, que é o epicentro geográfico das usinas de álcool do Estado'''', disse, enquanto abastecia seu carro, o engenheiro Osvaldo Orlandelli, que trabalha numa das 40 destilarias de álcool instaladas num raio de 300 quilômetros de AraçatubaDe acordo com o dono do Manhattan, Julio Castilho, a redução do preço se deve a uma guerra entre os postos da cidade, iniciada há quatro meses, quando uma distribuidora de bandeira branca reduziu o preço do combustível drasticamente, abaixo dos custos de manutenção, e outros postos a seguiram.Com as quedas consecutivas de preços dos concorrentes, o Manhattan encarou a disputa apoiado pela Shell, que está bancando a redução. ''''Estamos vendendo o álcool a preço de custo'''', diz Castilho. O litro do álcool hidratado nas usinas da região está entre R$ 0,65 e R$ 0,70, segundo usineiros.Sem citar números, Castilho diz que a queda no preço quadruplicou as vendas de álcool no posto, o que serviu para arrecadar receita suficiente para bancar os custos de manutenção do estabelecimento. Por outro lado, a gasolina é vendida a R$ 2,58 no Manhattan, uma das mais caras do Estado. Nos postos da cidade, chega a custar R$ 2,19. O preço do combustível começou a cair há cerca de três semanas, puxado pela guerra do álcool.Castilho diz que não reduz o preço da gasolina por causa dos custos de manutenção e porque seu combustível é comprovadamente de boa qualidade. ''''Ao abastecer aqui, os clientes vão constatar que seus veículos farão maior quilometragem por litro. Depois, quando tudo voltar ao normal, vão saber que nosso combustível deve ser escolhido pela qualidade e não só pelo preço'''', diz.

Chico Siqueira, O Estadao de S.Paulo

03 de outubro de 2007 | 00h00

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